Hoje é um Bom Dia

Vocês me deram o melhor presente que já ganhei na vida, e nenhum de vocês sequer sabia.

Ontem chegou meu sexto cheque do Adsense.


O Google me enviou neste mês impressionantes 326 dólares. Eu já esperava essa quantia, pois confiro minha conta do Adsense todo dia – porém, uma coisa é ver cifras numa página na internet, outra coisa é ter um cheque daquele valor em mãos, de uma grana só sua, ainda por cima saída da internet. Apesar de estar ganhando dinheiro com este site há quase um ano, o conceito ainda me espanta um pouco. Vou ser sincero com vocês: jamais imaginei que um dia ganharia dinheiro com um computador, a não ser colocando o meu a venda. Não tenho nenhum conhecimento informático profundo o bastante pra conseguir dinheiro com isso.

Com o cheque em mãos, corri animado pro banco atrás do meu prédio. No caminho, a única coisa que eu podia pensar era puta que pariu, meus leitores são foda. Se não fosse pelo apoio de vocês, o HBD não seria absolutamente nada além de uma página HTML com uma visita diária – eu mesmo.

Certo, essa rasgação de seda parece coisa de banda que acabou de receber uma premiação na MTV, mas é a pura verdade: o coração do HBD não é este picolezeiro que vos escreve sobre peripécias mirabolantes e vive se metendo em confusões na internet.

O HBD é vocês, os leitores, que gastam alguns minutos do seu dia pra ler essas bobagens que eu posto nesta página. Sem vocês, não haveria um motivo – nem motivação – pra escrever. Vocês me dão o privilégio de ter um público disposto a ouvir minhas idéias, e não apenas isso, mas ainda me pagam por esses textos que eu publico aqui na tentativa de agradar vocês.

Poucos blogueiros podem dizer “porra, meus leitores são foda!“, e me considero um sujeito de sorte por ser um deles.

Recebi esse cheque graças às esmolas generosas de vocês. Vocês fizeram cada centavo dessa grana por mim, e não há como agradecer o bastante. Espero poder contar sempre com vocês.

Cheguei no banco quase sem fôlego nenhum, segurando o cheque com firmeza entre os dedos como se o banco estivesse sendo atacado por um furacão. A reação das balconistas (todas do meu banco são mulheres) é peculiar. Sempre acabo pegando uma atendente diferente, e por isso meu chequinho sempre é visto com muita desconfiança.

Primeiro, ela digita a data no computador. Depois, meu nome. Em seguida, o nome do remetente do cheque…

E nessa ela pára. Põe os óculos, apanha o cheque do balcão, olha com mais atenção. Vira o cheque, examina a parte de trás, levanta à lâmpada pra verificar a marca dágua. Não satisfeita, chama o gerente do banco (esse sim, já conhece meus chequinhos) e só então o processo continua.

A grande maioria das pessoas aqui sequer faz idéia que o Google é uma empresa de verdade.


326 dólares mais rico, segui em direção à loja de informática bem ao lado do banco. E finalmente comprei algo que eu queria há quase um ano.


Palm Tungsten E2. Desde que ganhei aquele Zire 21 da namorada, que é um modelo de palm bem simples, eu queria comprar um mais cheio de firulas. Esse aí faz basicamente tudo que o meu fazia – porém melhor – além de acessar a internet, tocar mp3, vídeos, exibir imagens na telinha de alta definição. O troço tem até uma versões portáteis do Acrobat, Word, Powerpoint e Excel.

Voltei pra casa segurando o aparelho em mãos, ainda não acreditando que adquiri um negócio desses apenas por escrever textos pra vocês.

Não satifeito, peguei parte do dinheiro e fiz um “pequeno” investimento no HBD – comprei um teclado wireless pro brinquedinho, pra poder digitar posts procês em qualquer lugar. Já dá pra escrever textos no palm sem o teclado (aliás, esse post foi inteiramente escrito no trabalho), mas com o teclado é muito mais rápido e confortável. Podem ter certeza que, onde quer que eu esteja, se houver uma superfície plana por perto, estarei escrevendo um post. De preferência, um com menos vírgulas do que a frase anterior.

Acho que é o mínimo que eu poderia fazer.

Muitíssimo obrigado por cada clique que vocês me deram, moçada. É impressionante como um gesto tão insignificante como clicar num banner faça tanta diferença na vida de alguém. Podem ter certeza que, enquanto as esmolinhas estiverem fluindo, haverá posts cada vez mais frequentes no HBD.


Conversando sobre computadores portáteis com alguns leitores, descobri que pelo menos cinco dos meus leitores dispõem de aparelhos similares ao presentinho que vocês me deram. Então, achei que eu poderia me esforçar um pouquinho mais pra agradar esse grupo.

Sempre odiei o fato de que nenhum dos sites que leio têm uma versão para computadores portáteis. Por isso, anuncio o lançamento de uma nova área do HBD. Aliás, não exatamente uma nova área, mas um novo blog.


Layout por Erik
Digam alô ao HBD Pocket, uma versão “enxuta” do blog projetada especialmente para palms. Basta carregar o HTML pro seu aparelhinho e pronto, você poderá sair por aí carregando o HBD no bolso (HBD “Pocket”, pescou, pescou? Rá rá).

Em breve, postarei um tutorial explicando como fazer isso, caso alguns de vocês não saibam. O HBD Pocket será atualizado junto com o HBD oficial, com os mesmos posts, e alguns dedicados exclusivamente ao público usuário dos aparelhos.


E é isso aí.

MUITO obrigado, pessoal.

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setembro 1, 2005 - Posted by | Uncategorized

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