Hoje é um Bom Dia

Fórum voltou com moderação mais ativa e melhor conteúdo, os bagunceiros juvenis foram eliminados e os comentários deixaram de ser submetidos à aprovação.

HBD é igual desenho animado; no fim tudo volta a ser como era antes.

dezembro 30, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Até agora foram uns 300 comentários (olha que eu não aprovei tudo), 50 e tantos emails, e incontáveis pedidos no MSN pra reabrir o FHBD.

Vocês estão perdendo o tempo de vocês. Cada vez que leio as críticas que estão fazendo contra mim, me dá mais certeza de que o FHBD simplesmente tava na hora de acabar. Ou, de repente, nem deveria ter começado. Preciso aprender a remodelar meu estilo, pra que fique menos atraente pros moleques de 15 anos com aquela clássica revolta contra autoridade.

Muitos tão pensando que eu fechei o fórum porque não aguentei críticas e gozação, que é um disparate que só poderia vir de um completo retardado. Durante meus 4 ou 5 anos de postagens online, tudo o que eu almejei é ser alvo de críticas revoltadas. Por um bom tempo, cada post que eu publiquei neste site tinha um objetivo, e um objetivo apenas – ver mensagens iradas de centenas de pessoas que provavelmente queriam me ver morto.

Uma coisa é receber uma crítica qualquer; isso é algo que estou acostumado a receber desde que comecei o HBD. Outra coisa é ser desrespeitado por quem você tenta servir; o que vocês faziam não era apenas ser chatos, era ser ingratos. “Kid fechou o FHBD porque recebia muitas críticas” é a versão imbecilmente resumida do que aconteceu aqui. A verdade é que o babaca aqui finalmente percebeu que não há sentido em tentar oferecer algo pra alguém que morde minha mão em troca.

Não havia gratidão, nem respeito, nem consideração pelo que eu estava fazendo. Não deram valor ao espaço que o FHBD era. E por conta disso, resolvi dissolver a comunidade.

Acho que é sempre mais fácil pôr a culpa nos outros (ou melhor, em MIM) do que admitir que vocês só perceberam agora que um fórum como o FHBD vai fazer bastante falta.

Assim que os imbecis cansarem de floodar os comentários com suas teorias igualmente imbecis sobre o fim do FHBD, eu removo a aprovação de comentários. Não é que não quero dar espaço às suas reclamações, é que eu não acho que vocês merecem ter textos publicados aqui.

Como eu apenas recentemente descobri a habilidade de vocês de não saber interpretar o que acontece, tornarei o post acima inútil com este resuminho – o FHBD fechou porque eu me cansei de não receber nenhuma gratidão ou respeito pelo trabalho de manter aquele serviço pra vocês 🙂

Desculpa. Não era um fórum sem o Kid que vocês tanto queriam, porra? Então. Tem milhares na internet.

dezembro 30, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Sobre o fim do FHBD:

Em primeiro lugar, peço desculpa à turminha gente boa. Nada deste post é direcionado a vocês. Eu já falei com vários de vocês no MSN e eu concordo que é uma sacanagem punir vocês por tabela, mas infelizmente é assim que terá que ser.

Seguinte. O que provocou o fim do meu fórum foi o constante sentimento juvenil anti-Kid que se estabeleceu naquele lugar ao longo dos meses. Nego parece esquecer que eu tou oferecendo um serviço gratuito pra galera, e me esforçando ao máximo que posso pra manter o fórum num bom nível e com bom conteúdo. A mania vigente no FHBD de uns tempos pra cá era sentir profundo ódio por mim, o HBD, ou basicamente qualquer coisa levemente relacionada a mim. Esse é o problema quando você escreve um site ou mantém um fórum cujo público alvo é a turminha de 17 anos, vivendo ainda seu período de rebeldia injustificada em que qualquer figura autoritativa merece total e absoluto desrespeito. Kid fechou subfórum tal? Pera que eu já tou floodando o celular dele com 1500 mensagens, o que o impossibilitará de usar o telefone hoje. Kid baniu usuário tal? Vamos criar tópicos reclamando e questionando a autoridade dele. Kid fechou aquele tópico que a gente gostava? Vamos criar outro idêntico e ainda criticar a administração dele. Vamos fazer montagens com as fotos dele, criar artigos injuriosos na wikipédia com fotos da ex dele, tudo vale!

Aguentei naquele fórum coisas que nenhum outro admin jamais teria deixado passar impune. Era impossível fechar um tópico ou punir um usuário sem receber uma enxurrada de protestos e contra-ataques, como se Fulaninho que acabou de fazer 15 anos soubesse gerenciar uma comunidade online melhor que outra pessoa. Como se eu não tivesse o direito de controlar o fórum como eu bem entendesse.

Resumindo, neguim há muito tempo me desrespeitava e peitava minha autoridade de dono do fórum, esquecendo que o FHBD era uma espécie de presente que eu mantia no ar pra apreciação DELES. Gostando de mim ou me odiando, uma coisa era constante – todos gostavam do ambiente que eu montei pros meus leitores. É uma pena que tantos deles são moleques escrotos. Tenho que dar um jeito de filtrar o público desse blog.

Ao Speed Racer, Fívio, Doc FHBD, Killer e tantos outros bons foristas cujos nicks não me vem a mente agora, desculpa. Mas é assim que tem que ser.

Aguentei muito, por muito tempo, mas finalmente percebi que a maioria esmagadora do FHBD simplesmente não merece o esforço de manter algo legal pra eles.

Edit: Não, eu não vou re-abrir o fórum e passar a moderação pra alguém. Acho que vocês não me entendem; eu fechei o fórum justamente pra não dar mais nada a esse pessoal. Entenderam agora? Passar o fórum pra algum deles seria cagar em cima do que eu decidi.

dezembro 29, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Trabalhar num restaurante encheu minha vida de experiências duradouras, sabedoria e dinheiro. Mais importantemente, dinheiro, mas sabedoria a mais não doeu nada.

Por exemplo, hoje eu sei que lavar privadas com os mesmos panos destinados à lavagem dos pratos e talheres é uma prática não apenas aceita, mas encorajada pela administração sempre tão preocupada em cortar gastos. Sei também que o detergente usado nas pias maioria dos estabelecimentos não é de fato detergente, mas um híbrido de 4% de detergente e 96% de água da mesma pia, uma combinação conhecida mundialmente mas geralmente empregada na confecção de shampoo extra quando o do banheiro está prestes a acabar. E eu aprendi também que você JAMAIS deve pedir o “prato especial do dia”, não importa o quão tentador a garçonete o faça soar, a menos que você goste de seja lá o que nós estávamos servindo ontem e não conseguimos vender todo até o fechamento do restaurante.

Uma das lições mais importantes que eu aprendi nos seis ou sete ou vinte meses que trabalhei no restaurante me veio à mente quando eu lavava um dos banheiros do lugar. Antes que eu compartilhe esta experiência com vossas senhorias, me respondam uma coisa com sinceridade: quantas pirocas vocês manusearam hoje?

Permita que o choque desvaneça. Não é uma pergunta retórica. Embora pareça absurda à primeira análise, você perceberá horrorizado ao longo deste texto que deve ter manuseado centenas de linguiças genitais sem jamais ter tomado conhecimento disso.

Acompanhe o raciocínio. Você está naquele restaurante chique atrás da rodoviária local da sua cidade. Um leve incômodo é detectado pela sua bexiga e você sente a necessidade de ir ao lavatório. Chegando ao banheiro, você abaixa as calças, dá aquela mijadinha, lava as mãos, e volta pra mesa antes mesmo que suas batatas fritas esfriassem.

E foi exatamente durante esse processo que você manipulou aproximadamente 5.7 rolas masculinas. Não compreendeu? Vamos novamente em câmera lenta. Roda o VT:

Ao ir ao banheiro, o homem comum manuseia o próprio instrumento por um período de em média 20 segundos. Isso é mais do que suficiente para folhear suas mãos (algumas pessoas usam as duas para calibrar a mira com mais eficiência) em substância peniana concentrada. Tal elemento será levado da mão pra todas as superfícies que o peão tocar durante sua estada no lavatório – pia, alavanca da descarga, maçaneta da porta, etecéteras.

E adivinha quem vai estar com as mãos em cima de todas essas áreas daqui a cinco segundos? Exatamente – você.

Até o momento que você adentar o banheiro, o cheiro predominante de órgãos genitais terá se dissipado profusamente no ambiente e se tornado menos denso e assim, menos perceptível. Por causa disso seu radar inconsciente não é despertado, e você se engana achando que está numa área segura. Entretanto, basicamente qualquer superfície em que você encostar terá sido tocada por alguém que acabou de manusear a própria rola. Despercebido, você vai e encosta na mesma região, contaminando a mão com a essência genital de outrem.

Vetorialmente falando, isso é o equivalente de mergulhar numa piscina cheia de pirocas.

Assim como você, a descoberta desta teoria me chocou profundamente. Larguei a vassoura instantaneamente e ergui minhas mãos à linha dos olhos, observando-as atentamente como se tivesse cometido um crime sanguinário como estes que enfeitam os jornais populares da periferia de Rio das Ostras. “Pedreiro ciumento mata a esposa a trinta facadas na saída do forró”, dizem trinta delas.

Meu primeiro instinto foi correr pra pia e livrar-me dos micróbios genitais que a essa altura passeavam pela minha mão. Entretanto, assim que tinha minha mão a três milímetros de distância da torneira, veio-me a mente o fato de que este é o principal local de contato após a urinada. Encostar na pia aumentaria o problema, e não o contrário.

Parece uma situação sem resolução, até que eu descobri que há, de fato, um local seguro. Existe um oásis longe da influência peniana em restaurantes e outros locais público similares.

O banheiro feminino.

Mulheres possui um instrumentário urinário que basicamente funciona à base do piloto automático. Seus mijadores são dotados de calibradores automáticos que dispensam a necessidade de mira manual. É claro, nós possuidores de cromossomos Ys poderíamos muito bem emular o funcionamento do aparato feminino, mas isso custaria sua masculinidade. Ninguém que preze seu pênis quer ser pêgo mijando sentado, é a regra não-oficial mais oficial de toda a raça masculina.

Atentei a privada feminina. Sim, a área era absolutamente livre de qualquer bactéria pélvica masculina. Uma parede de concreto dividia com firmeza os dois ambientes, garantindo um santuário imaculado do lado de cá.

Daquele dia em diante, nunca mais entrei no banheiro masculino pra me aliviar.

…até o dia em que eu cheguei no banheiro feminino e encontrei o acento açento da privada levantado.

Minha teoria se desmoronou debaixo de mim.

dezembro 26, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

dezembro 24, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Todas as pessoas do mundo, desde o Secretário Geral da ONU ao pipoqueiro da esquina que foi preso semana passada por porte ilegal de um rifle AR-15, têm duas características em comum – a respiração baseada no consumo de oxigênio, e a firme e inabalável crença de que um determinado grupo de pessoas escolhido arbitrariamente por ela merece deixar de viver o mais rápido possível, hoje ainda se não for pedir demais. Alguns foram mais longe e realmente colocaram seu dogma em prática, mas felizmente os Aliados invadiram Berlim e puseram um fim naquela papagaiada. Desde entao, o resto de nós pudemos voltar a fantasiar sobre a eliminaçao violenta de milhares de pessoas que nos incomodam sem precisar realmente se tornar um genocida ou se sentir mal por isso.

Tendo em mente a natureza popular desse sentimento homicida que se esconde dentro até mesmo do otaku mais efeminado, receio de antemão que o tema “gente que merece morrer” deve ser lugar comum em publicaçoes bloguísticas, e que é provável que alguém corra aos comentários pra dizer que “Ô Quide, o fulano de tal escreveu um texto sobre esse mesmo tema ano passado, o que o torna proprietário legal de qualquer opiniao sobre o assunto e impossibilita o resto da humanidade de redigir textos sobre o mesmo tópico.” Mas agora já escrevi dois parágrafos e nao terminar este post seria um desperdício de cinco minutos de digitaçao, algo que nao estou disposto a aceitar a menos que alguém venha aqui em casa agora mesmo me ensinar como se faz arroz.

Escrever uma lista de pessoas que precisam urgentemente deixar de viver é algo mais complicado do que parece, mesmo que você esteja aí pensando “mas não parece nem um pouco complicado, do que diabos você está falando?”. Ao me pôr como o imaginário carrasco de todos vocês decidindo autoritariamente que comportamentos irritantes seriam punidos com morte caso eu escrevesse as regras deste país (que nem tem pena de morte, uma merda), corro o risco de sem perceber descrever uma atitude que eu mesmo costumo tomar com frequência, e pela lógica eu mesmo deveria ser posto no cadafalso. Aliás, é cadafalço ou cadafalso? Acho que a última vez que vi essa palavra escrita na minha frente foi na segunda série, numa aula sobre Tiradentes. Mas voltando ao meu dilema, como escrever um artigo condenando milhares à morte por comportamentos banais e/ou estúpidos sem correr o risco de acabar descrevendo crimes sociais que eu também cometo? Ah, eu lembrei – porque eu não sou um completo imbecil e tenho noções básicas de convivência em sociedade. Então, sem mais delongas, aqui está a lista oficial HBD de pessoas que precisam urgentemente interroper suas respirações por mais de 4 minutos consecutivos.

1) Pessoas que pensam ter desenvolvido ecolocalização.

Como eu ia de bicicleta todo dia pra trabalho, estava forçado a cruzar caminho com pessoas que acreditam estar num nível mais elevado da escada evolucionária que o resto de nós. Esses são os indivíduos que dirigem seu carro olhando para QUALQUER direção disponível no capo que seu pescoço permita rotação, e o único pre-requisito para a direção em que eles estejam olhando é que esta não seja a direção em que eles estão guiando seu carro.

Não há nada de errado com dar olhadas pros lados durante seu passeio de carro, seja pra ignorar mendigos que insistem em poluir cartões postais da cidade com sua presença ou apenas cutucar o nariz de forma stealth sem que a namorada perceba. Acontece que algumas pessoas parecem estar firmemente convencidas de que não necessitam de sua visão para conduzir um automóvel, e saem dirigindo como se estivessem procurando objetos pessoais que perderam em todo e qualquer canto da cidade. Não consigo contar quantas vezes eu quase fui atropelado por estar atravessando uma rua no momento que um desses sujeitos decidia cruza-la olhando pra trás.

Tais pessoas estão na grave necessidade de que alguém segure suas cabeças debaixo dágua por algumas horas.

2) Vendedores um pouco prestativos demais

Vou mandar fazer uma camiseta com os dizeres “Eu sei o que estou comprando. Não preciso da sua ajuda.” antes de pisar no Walmart ou FutureShop ou Best Buy ou qualquer outro lugar que venda videogames. Graças à maldita mecânica das comissões, funcionários vêem qualquer cliente como nada além de um bônus de 10% ambulante.

Não existe uma compaixão verdadeira, o altruísmo é apenas simulado. Vendedores vão falar absolutamente qualquer coisa pra forçar você a comprar até mesmo algo em que você não estava interessado.

Vamos combinar uma coisa? Se alguém entra na sua loja usando uma camiseta como esta…

…e uma fivela como essa…

…é bem provável que você está diante de alguém que já abandonou sua vida em prol dos videogames. Então, me deixe perambular pela loja procurando meus joguinhos favoritos sem sua encheção de saco. Eu não preciso da sua opinião, eu não preciso saber que jogos você acha que são “imperdíveis”. Que demônios de palavra é “imperdível”, agora que estamos falando sobre isso? A única coisa “imperdível” nesse mundo são quilos indesejados.

A melhor atitude que tais pessoas poderiam tomar pra me ajudar é se localizar embaixo de um caminhão de mudanças em movimento.

3) Imbecis e seus headsets Bluetooth

“Mimimimi invejinha do Quide mimimimi”, já tou imaginando o que você tá pensando. Bom, sinto informar que você está enganado. Eu tenho um headset Bluetooth, que aliás nem uso muito porque meu computador é retrógrado demais e não se dá muito bem com sistemas recentes de comunicação wireless. Não estou criticando simplesmente a posse do dispositivo, e sim o uso imbecil que alguns retardados dão a ele. Especialmente, mantê-lo na orelha como se sua vida dependesse disso.

Mesmo morando no Brasil, você já deve ter visto alguém andando na rua (ou basicamente fazendo qualquer outra coisa que não ocupe suas mãos) trazendo com um headset Bluetooth afixado à orelha. Que tipo de ligação você está recebendo quando você não quer correr o risco de demorar muito tempo tirando o celular do bolso? A menos que o Presidente do Banco Mundial esteja te ligando pra decidir políticas de empréstimo a países subdesenvolvidos, eu tenho certeza absoluta que você pode se dar ao luxo de demorar 0.8 segundos metendo a mão nas calças e extraindo seu telefone pra atender o interlocutor.

Tais pessoas precisam ser envenenadas por meio de uma serra elétrica embebida em arsênico.

4) Inventores de screamers

No vocabulário vulga gringo, “screamer” é uma pessoa – frequentemente mulher – que tem o hábito de berrar como um condenado durante momentos de demonstração de amor carnal. Claramente este item não se dedica a estes indivíduos, uma vez que o HBD é absolutamente a favor da prática da gritaria sexual. Os screamers a que me refiro são aqueles flashes que te tapeiam a observar uma imagem por algum tempo arbitrário e então te surpreendem com um screenshot de uma cena de O Exorcista e um .wav de uma mulher gritando. Isso, aqueles screamers.

Screamers viveram seu auge há alguns anos atrás, quando a sapequice era novidade e ninguém abria animações flash com dúvidas em seu coração. Ninguém* é pego por um screamer duas vezes, já que o trauma força sua mente a evitar flashes de qualquer natureza a partir daquele momento.

Minha raiva contra os idealizadores de tal sacanagem tecnológica não é fruto da revolta de uma vítima, e sim inconformação em relação ao mal uso da prática. Você já parou pra pensar quão mais útil essa porra teria sido se tivesse vindo ao mundo em forma de vírus?

Imaginaí você jogando Dota, ou teclando no fórum UOL Jogos, ou decidindo se beija ou peida na cara da pessoa acima numa comunidade do orkut, e SEM MAIS NEM ESSA uma cara feia toma conta do seu monitor inteiro e o som mais horrendo que você já ouviu na sua vida arromba seus ouvidos através dos seus headphones. Sem saber como evitar a parada, neguim ia ficar com MEDO de usar o computador.

Os inventores da coisa tiveram a idéia certa; apenas não a executaram como deveriam.

*Ninguém com um cérebro

dezembro 22, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Texto publicado há mil anos, quando eu tinha vontade de escrever todo dia.

Canada – a terra do inverno que dura quase o ano inteiro, dos abortos grátis e do hockey no gelo, esporte glamorizado pelo clássico The Mighty Ducks, seja lá qual foi a tradução que a distribuidora deu pra vocês aí no Brasil. Foi basicamente o último filme de alguma expressão que o Emilio Estevez fez; só Deus sabe como o cara esteve pagando as contas desde então.

Apesar de morar aqui há dois anos, jamais havia presenciado uma partida de hockey – a menos que você considere válidas as jogatinas que alguns moleques da vizinhança travam na frente da garagem de casa. Como os moleques não usavam equipamentos de segurança oficiais aprovados pelo INMETRO (um deles nem patins tinha, e simplesmente corria atrás da puck, e um dos jogadores provou-se ser não um jogador, mas um mendigo que passava por perto naquele momento), eu não considerei. Então reitero, nunca assisti uma partida DE VERDADE desse esporte canadense.

(Puck é a “bolinha” do hockey, tá bom. Pra não parecer um esnobe, sacrificarei estilo por funcionalidade e chamarei o puck de “bolinha” mesmo.)

Não que eu esteja resistindo à cultura dos meus anfitriões, que me aceitaram em seu país e me cederam sua(s) mulher(es) com pouca ou nenhuma resistência, tratamento que eu aposto que os noruegueses não me dariam. O lance é que, sendo nerd por natureza, esportes me interessam muito pouco. Nunca fui chegado a “esportes nacionais”, nem quando morava no Brasil. Aqui não seria diferente. Esse negócio de sair correndo atrás de bolas ou pucks nunca foi a minha praia. Aliás, nem de praia eu gosto. Não sei se tem algo a ver com esse texto, mas taí. Falei. Odeio praia.

Mas na semana passada ou retrasada essa situação tomou um Adriane Galisteu-like giro de 360 graus celsius – fui convidado pra assistir um joguinho de hockey onde participaria o ilustre e desconhecido filho de um amigo de trabalho do meu pai. Pensei em recusar, mas eu não estava fazendo nada mesmo® e aceitei a sina.

O jogo era em Toronto, e a longa viagem de Oshawa até lá me deu tempo suficiente de levar um simples Geodude nível 23 ao nível 25, a partir de quando ele muda de nome legalmente para “Graveler” e aprende Harden – que é basicamente inútil. No caminho, a Gótica que eu trazia a tiracolo me explicava um pouco a respeito do glorioso esporte que é o hockey.


Um jogo emocionante
O hockey no gelo – ao menos a modalidade que eu assistiria naquele dia – consiste em uma atividade praticada por garotos de 12 anos que se jogam pra lá e pra cá num ringue de patinação adaptado pro esporte, brandindo tacos de madeira que medem o dobro do comprimento dos seus donos, tentando desesperadamente atrair a atenção dos seus pais por mais de 20 segundos enquanto esses sentam em lados opostos da arquibancada porque estão prestes a se divorciar. Tudo num jogo de hockey de crianças de 12 anos parece cuidadosamente arquitetado pra te fazer feliz. Se você não rir das tentativas frustradas dos pivetes de acertar a “bolinha” (o que frequentemente resulta em pauladas nas pernas e/ou cabeças de quem patina nas proximidades), atente a forma em que os 30 quilos de equipamento fazem os moleques patinarem com tanta desenvoltura quanto um tetraplégico que foi jogado numa piscina com um cofre amarrado nas costas. Há ainda a comicidade não-intencional do momento em que o treinador abre a portinha lateral do ringue e, sem mais nem essa, empurra um moleque pra dentro do jogo sem o menor traço de gentileza. O olhar de desespero no rosto do coitado é a coisa mais surpreendente que eu vi desde o dia em que flagrei uma amiga de sala trepando com o namorado, e por “flagrei” leia-se “o irmão dela me contou“, e por “o irmão dela me contou” leia-se “eu inventei a história para difamá-la na escola“.

Chegamos atrasados no lugar, então não sabíamos em que time o filho do amigo do pai estava jogando. Não fazia muita diferença, porque a habilidade dos times era igualmente inexistente, equilibradamente nula. Havia, se muito, UM jogador que sabia o que estava fazendo, invariavelmente sendo seguido por todos os outros num arrastão infantil mal coordenado visto antes apenas nas praias cariocas.

Havia o time amarelo, que chamarei de Time Amarelo, e o time azul, que chamarei de Time Vermelho. O Time Amarelo trazia estrelas proeminentes do circuito de hockey de crianças de 12 anos, como o irmão daquele outro moleque e o primo do filho do cara que tava organizando o jogo. Já o Time Vermelho, que foi considerado “uma estrela em ascensão no ramo hockeístico” pelo zelador do ringue, é um dos melhores times que já jogaram hockey naquele bairro, naquele exato instante em que apenas dois outros times jogaram.


uma das muitas coisas que eu entendi assistindo o jogo é que eu não entendo absolutamente nada de hockey. Substituições são feitas a qualquer momento do jogo, basta abrir a portinha lateral do ringue e empurrar um moleque pra fora, quer ele seja parte do time, quer ele esteja apenas assistindo o jogo na arquibancada. O jogo é dividido em vários “tempos” de mais ou menos cinco minutos, e o objetivo da divisão entre tantos “meio-tempos” é inexistente. Os jogadores podem passar por trás do gol, o que pra um brasileiro acostumado com futebol parece um desrespeito às leis da física newtoniana. Brigas são perfeitamente comuns, e o máximo de punição que vi ser administrada foi uma expulsão de dois minutos, nos quais o moleque vai pra um lugar chamado time-out box ou algo assim e fica lá sentado de castigo por 120 segundos. Levando em consideração a extrema falta de talento esportivo da molecada, remover um moleque do time era na verdade uma melhoria; cada jogador enviado pro time-out box era um jogador a menos pra se meter no meio dos poucos que sabiam o que estavam fazendo no jogo. Aliás, arrisco a previsão de que, se tirassem todos os jogadores e os substituíssem com tijolos, martelos e outros variados materiais de construção, veríamos um jogo superior.


Apesar de toda a minha falta de interesse no hockey, até eu tive que admitir que um esporte que obriga o goleiro a se fantasiar de Transformer merece respeito. A tarefa do goleiro é imensamente ingrata, porque apesar de que ele usa umas luvonas imensas e protetor de testículos cuidadosamente fabricado em Taiwan, ele é basicamente um alvo humano colocado na frente do gol, à mercê dos outros moleques de pernas finas como o da foto que provavelmente não resistirão à oportunidade de descontar suas frustrações juvenis no coitado.


A pivetada aguarda ansiosamente sua vez de ser empurrados pra dentro do ringue. Reuters
Lá pelo meio do jogo, quando finalmente entendi que a menos que um meteoro caísse dentro do ringue e matasse algumas das crianças jogando nada de digno de nota aconteceria, voltei minha atenção pro episódio de South Park que eu trazia no palm. Infelizmente, eu esqueci de trazer meus fones de ouvido, e assistir um vídeo em meio à gritaria ensurdecedora do inferno que se estabelece num evento dessa natureza é uma tarefa pra seres sobre-humanos. Desliguei o palm e me vi obrigado a assistir o jogo até o fim. O amigo de trabalho do meu pai virou-se pro meu lado, apontou pra um dos moleques e disse “olha isso, olha isso!”, visivelmente animado. Nada aconteceu por uns três minutos, e o jogo acabou. No zero a zero.

Talvez ele estava tão impaciente pelo fim do jogo quanto eu.

dezembro 20, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Ri aproximadamente 18 minutos consecutivos após assistir esse vídeo.

Tinha que compartilhar com vocês.

dezembro 19, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Sobre o vídeo do post anterior:

– O programa que eu uso é o Windows Movie Maker 2. Ele vem com o Windows (se você já instalou o SP2) e é incrivelmente fácil de usar, qualquer babaca consegue em menos de uma hora fazer um vídeo cuidadosamente arquitetado pra arrancar lágrimas da namorada ou de uma ficante ou de alguém que você esteja há três meses tentando comer.

– Não existe “técnica” nenhuma na confecção desses vídeos, até porque os efeitos do Windows Movie Maker são meio limitados e em sua maioria, extremamente clichês e evitáveis. Os únicos que eu uso mesmo são um Fade In aqui, um Fade Out ali, e um Easy In nas fotos (aquele efeito da foto se aproximando e tal). Tanto é que meus vídeos sempre seguem essa fórmula básica, percebam. O vídeo que fiz pro aniversário da minha namorada foi o uso mais descarado dessa simples técnica.

– O nome da música é It’s Not Your Fault, to New Found Glory. Os caras são aquela bandinhas de músicas divertidas, fáceis de tocar e que não se levam a sério. E essa porra tá mais pra punkzinho de shopping (estilo Blink 182) do que emo. Não que um estilo seja muito melhor que o outro, mas vão ser elitistas musicais na puta que vos pariram. Quando faço um vídeo, eu coloco qualquer coisa cuja letra e a melodia encaixem com as imagens na tela, seja lá qual estilo for. Dimmu Borgir não ia encaixar muito bem nesse vídeo.

– Sim, eu sei que minha namorada é bonita e eu sou feio pra caralho e, assim como vocês, me pergunto diariamente o que demônios ela vê num nerd cearense magricelo que sai em público usando camisetas com estampas que fazem alusão a videogames.

– Post novo assim que a preguiça me largar.

dezembro 15, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

😦

dezembro 12, 2006 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário