Hoje é um Bom Dia

Me disseram uma vez que todo lar precisa de um toque feminino, pra manter as coisas em ordem e basicamente equilibrar a organização geral do ambiente.


Alguém precisa dizer isso pra minha mulher, que saiu pra academia com a madrasta e deixou nosso quarto nesse estado vergonhoso que eu agora exibo pra internet. Não tenho fotos do meu quarto pré-Patroa, mas eu te garanto que não tinha rolo de papel higiênico no chão nem calcinha embaixo da mesa do computador.

janeiro 31, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Genial. Outro dia me senti tentando a escrever um post sobre comentaristas do YouTube e suas opiniões sempre peculiares, mas essa imagem resumiu toda a minha opinião de forma mais engraçada.

E digitar uma tag de imagem é mais rápido que um texto inteiro.

janeiro 27, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

(Tou com muita preguiça de redimensionar imagens. Algums screenshots vão foder a tabela do blog mesmo)

Fazia um tempaço que eu queria postar uma resenha desse fenomenal joguinho de Xbox 360, e hoje resolvi formatar a resenha que postei no FHBD. Vamos lá.


Gears of War
Produtora: Epic Games
Publicadora: Microsoft Studios
Ano: Passado.
Plataforma: Xbox 360 (até agora, exclusivo do Xbox 360. Há rumores de que será lançado pro Windows Vista junto com Halo 2, então fiquem de olho) A Epic desmentiu os boatos. Compre um Xbox 360 ou chupe o dedo.
1 a 8 jogadores. (Máximo de 2 no mesmo aparelho, 2-player co-op local e no Xbox Live, e 8-player deathmatch)

Gears of War é o novo third person shooter da aclamada Epic Games, produtora responsável por clássicos que dispensam de comentários, como Unreal e Jazz Jackrabbit (a alegria de donos de Pentium 133 dez anos atrás). Em GoW você interpreta o papel de Marcus Phoenix, um daqueles caras fodões, com braços da espessura de um tronco de um pé de jambo, de cara fechada e que dá tiros primeiro e faz perguntas depois ou nunca, frequentemente nunca. Ou seja, coisa bem hollywoodiana mermo, clichezão sem muita novidade. Algumas resenhas se referem ao planeta como o planeta Terra mesmo, outros dizem que a história se passa num planeta chamado Sera, e eu não sei mais é de nada porque até o momento, a história praticamente não foi explicada. O jogo já começa na ação, não tem explicação nenhuma. Isso só vem bem mais tarde.

(Ok, após zerar o jogo saquei que é Sera, e não Terra, o palco da história.

A história, que é porcamente contada no jogo de propósito pra montar os ganchos dos inevitáveis Gears of War 2 e 3 (CliffyB, o designer superstar que criou GoW, já confirmou que a saga de Marcus Phoenix será uma trilogia). É basicamente o seguinte – os humanos que colonizaram o planeta Sera descobriram uma nova fonte de energia, chamada Emulsão. E nas escavações pra minerar a tal Imulsão, uma horda de monstros emerge dos subterrêneos e começa a chutar bagaças bonitamente na superfície do planeta. A luta prossegue por mais de uma década, ponto em que os humanos se cansam da putaria e decidem explodir a própria civilização com super lasers espaciais. Não entendo exatamente o propósito da manobra, mas eu sinceramente nunca me importo muito com a história de um jogo mesmo.

Vamos logo deixar isso bem claro – Gears of War é uma proeza técnica no que diz respeito aos gráficos. Este é, prestem bem atenção, o jogo com melhores gráficos que eu já vi na vida. Ponto final. As texturas são impressionantes, foto-realista mesmo, a iluminação é absolutamente impecável, a física é inacreditavelmente realista, os efeitos de água e explosões são, pra cair na repetição mesmo, os melhores que eu já vi, e as animações dos modelos de personagens frequentemente fazem você pensar por alguns instantes que está assistindo uma animação computadorizada, e não gráficos renderizados em tempo real e interativos. Esse jogo faz Half Life 2 parecer ter sido desenhado no Paint.

Por uma criança de 3 anos.

Tanto o IGN quanto o GameSpot deram nota 10 pros gráficos. Resumindo o que os caras falaram, “jogos não poderão ser mais bonitos do que isso”.

Passemos pra próxima.

Tá, mas e a jogabilidade? O que adianta o jogo ser bonito se os controles e o gameplay é ruim?

Gears of War é um shooter bem rápido e dinâmico, MAS não pense que isso significa “sai correndo no meio dos inimigos, dá um tiro na cara de um, dá uma escopetada na cara do outro e sai pela esquerda ileso”. O jogo é totalmente baseado num elaborado sistema de cobertura. basicamente qualquer coisa no jogo pode ser usada pra tomar cobertura, então ao mesmo tempo que é um jogo fast-paced, Gears te obriga a saber quando se esconder e saber quando sair do abrigo pra arriscar uns tiros. Há até a possibilidade de apenas pôr a arma pra fora e dar uns tirinhos às cegas enquanto corre protegido por trás de uma mureta, bem a-la Hollywood (de novo). Aliás, a ação do jogo é tão bem feita que por alguns instantes você pensará que está assistindo algum filme CG.

Mas voltei a falar dos gráficos de novo. Sim, jogabilidade. Um dos features que puseram no Gears of War foi o único defeito que poderia ter sido melhor se repensado, mas eu entendo o que eles estavam tentando fazer com aquilo. É o seguinte: o botão A é o mesmo que você usa pra dar cambalhotas, se esconder atrás de um muro/carro/bloco de concreto/lápide de cemitério (não é piadinha, há realmente uma fase num cemitério), pular por cima de obstáculos E correr (mais sobre a “roadie run” lá embaixo). Isso é o que a indústria chama de “context-sensitive”, ou seja, o botão tem uma ação diferente dependendo do contexto. É legal no sentido que torna os controles mais intuitivos, ou seja, menos botões pra mais ações. É como se o jogo “soubesse” o que você quer ou precisa fazer. Acontece que isso não acontece perfeitamente; às vezes você está dando uma corridinha e se se aproximar de uma parede num ângulo muito fechado, pá! Seu bonequinho se levanta e procura cobertura atrás do obstáculo. Isso é morte na certa se você está fugindo de um ataque inimigo. Não é um defeito tããão grande porque com o tempo você se acostuma a saber a distância “segura” que deve manter quando está correndo, mas espero que a inevitável continuação de Gears ofereça uma solução melhor.

As far as jogabilidade goes, Gears of War é o melhor e mais divertido jogo de ação que eu possuo. Apesar de ter outros 7 títulos pro Xbox 360 (entre eles jogos badalados pela crítica, como Lost Planet e Ghost Recon Advanced Warfighter), nenhum outro DVD passa mais tempo no drive do X360. Se não fosse pelo Trunks, os outros jogos sequer teriam saído das caixas.

Sério mesmo. Comprei esse console em novembro se não me engano, e desde então jogo GoW online por pelo menos 3-4 horas por dia. Nunca tive a vontade de explorar meus outros jogos.

O som então é simplesmente orgásmico. Todos os sons no jogo são estritamente bem reproduzidos, desde o som das suas botas batendo contra o concreto, até o som dos ossos sendo serrados pela Lancer Baionette (uma serra elétrica montada embaixo do cano do seu fuzil). Eu não conheço nenhum outro jogo em que você pode ouvir o barulho dos pedacinhos de cimento caindo no chão após serem explodidos por uma granada. Você tem que ouvir pra crer.

A música é bem épica, bem cinematográfica, e muda de acordo com a ação na tela. Imagine Shadow of the Colossus, mas 30 vezes melhor porque há pessoas sendo literalmente serradas ao meio por serras elétricas. Os gráficos não deixam a desejar, todos os detalhes da carnificina são reproduzidos na sua frente. Um bonequinho cortado no meio pela serra inimiga cai no chão separado em duas partes, que podem até mesmo ser chutadas depois.

Tem multiplayer? Tem sim senhor! Apesar de ter apenas 3 simples variações de team deathmatch (algo como um capture the flag ou king of the hill teria sido EXCELENTE), o suporte online de Gears of War é absolutamente perfeito. Você tem até a opção de jogar a campanha do jogo com um amigo através da xbox Live (o serviço online do console da Microsoft), ou com alguém do seu lado se você tem dois controles. Infelizmente não há split screen pra quatro jogadores, o que eu achei um vacilo perdoável diante do pacote completo que é o jogo. A inevitável continuação provavelmente trará melhorias nesse aspecto.

Agora peço desculpa pela resenha meio breve, é que o tempo todo eu tava me coçando pra voltar a jogar. Descrever os pontos altos do jogo dá água na boca.

Gráficos: 10
Absolutamente perfeitos. Não há, e pelo jeito não haverá por algum tempo, um jogo com gráficos melhores que Gears of War. Só pra meio de comparação eu joguei 10 minutinhos de Ghost Recon, e rapidamente me vi insatisfeito pelos gráficos. “Aquela parede poderia ter uma textura mais detalhada”, “a roupa do cara não tá dobrando como deveria”, etc. Gears of War se separa até mesmo dos jogos da mesma geração no que diz respeito aos gráficos.

Jogabilidade: 9
Excelente. Há o problema do botão A sendo over-used (um resenhador disse que context-sensitivity é o novo lens flare. Ri demais) e gerando atrapalhadas durante o jogo, mas o resto é tão bem executado, tão satisfatório, e você consegue se adaptar tão rápido a essa pequena “falha”, que o jogo continua merecendo nota máxima em jogabilidade.

Som: 10
Assim como os gráficos, som em Gears of War is as good as it gets. Sei que não é um lance exclusivo do Gears, mas vou citar pros futuros donos de Xbox 360 se empolgarem – você pode ouvir suas próprias mp3 enquanto joga, obviamente sem deixar o jogo nem um pouco mais lento por causa disso. É sensacional. Não consigo achar um ponto que me faça pensar “esse negócio aqui poderia ter sido melhorado”.

Multiplayer: 8
Tou dando apenas 8 porque não incluir mais modos num jogo que tinha tudo pra ser PERFEITO foi um erro imperdoável. Além disso, eles deveriam ter aumentado o número de jogadores. Só oito é meio insatisfatório.
Mas não se engane, o jogo é muito divertido. A nota baixa é mais pelo vacilo da Epic de não completar o pacote do que com a diversão que o multiplayer proporciona.

Lasting Appeal/Replay value: 9
Três campanhas (Casual, Hardcore e Insane), opção de jogar co-op local e via internet (tá achando a campanha difícil? Recrute a ajuda de um amigo que já venceu o jogo!), e os deathmatchess loucura total com outros 7 estranhos no Live dão a esse jogo um replay value incrível. A história recebeu reclamações de ser um pouco curta, mas o online sozinho valerá o investimento do jogo. Pessoalmente, esse jogo poderia ter sido lançado sem história nenhuma, só o online mesmo, e eu compraria satisfeito.

Como os nerds mais antenados devem saber, GoW ganhou inúmeras premiações, inclusive a de Jogo do Ano em diversos sites sobre a área. Palmas pra Epic, e pra Microsoft por ter feito de Gears of War O motivo pelo qual muitos compraram seus Xbox 360.

Eu, por exemplo. Decidi comprar meu Xbox 360 três dias após ver a resenha de GoW, e é o único jogo que eu jogo, e valeu cada centavinho.

Agora chega de falatório que tou me coçando todo pra jogar online. Alguns foristas do FHBD já estão com seus X360, e já trocamos tirinhos virtualmente. O próximo passo é zerar o jogo com cada um deles.

Edit.: Ah, quase esqueci sobre a roadie run! Roadie run é o apelido que deram pra corridinha que os bonecos dão em GoW. A câmera abaixa junto com o personagem e segue o cara como se alguém tivesse realmente correndo com a câmera seguindo você. O efeito é aquela filmagem meio tremida que lembra aqueles correspondentes da CNN seguindo soldados durante a batalha.

Vejaí:

Comercial do jogo. Vale lembrar que foi anunciado pela Apple que as vendas de Mad World na loja do iTunes QUADRUPLICARAM após o lançamento desse comercial.

Quando até a trilha sonora do comercial da parada faz sucesso, é fácil ver que tudo relacionado ao jogo foi extremamente bem feito.

janeiro 24, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Na última vez que postei este texto, tivemos mais de 200 comentários, boa parte deles postado por pessoas que não sabem soletrar “com certeza”, “opinião” ou até mesmo “cara”.

Vamos ver se o nível se mantém dessa vez. Se você tem um amigo otaku e retardado, por favor, mande o link do HBD pra ele hoje.

E relembrar é viver, ou algo assim.

Dando uma olhada no mundo e na Intarnetch atualmente – tomando o devido cuidado de evitar passar muito perto do orkut, uma vez que cientistas de renome finalmente descobriram que retardadice é de fato espalhada pelo mundo virtual -, percebo que devo ter dormido durante uma reunião ou perdido algum memorando. É a única explicação pro fato de que eu não fui informado de que nos últimos anos, todos os seres humanos com acesso a clientes de torrent e codecs de divx devem obrigatoriamente venerar qualquer tipo de animação que tenha sido feita dentro do território japonês.

Meus esforços em entender o fenômeno (pesquisar “fenomeno” no Google, sem acento, e ver se o corretor ortográfico do sistema de busca compreende as nuances da pontuação portuguesa), foram infrutíferos. Com toda certeza, desenhos japoneses – conhecidos como “anime”, o que soa como um demônio romano com hemorróidas – são líderes mundiais em categorias prestigiosas como “cenas com flashes induzidores de ataques epiléticos” e “aberturas cantadas por mulheres que soam como um sujeito que teve as bolas explodidas por C-4”, sem contar no sucesso de crítica “lutas chatas na frente de linhas coloridas”, mas isso ainda não explica como a cultura Oriental em geral conseguiu invadir o nosso espaço. Se a Segunda Guerra Mundial me ensinou alguma coisa, é que japoneses tem uma pré-disposição para invasões inesperadas e para afundar navios de guerra arremessando aviões neles. A História nos deu uma lição sobre a insidiosa prática nipônica de atacar quando menos se espera, mas nós a ignoramos.

Existe um grupo responsável pela expansão da japanofilia em nosso hemisfério. Tal grupo responde pelo nome “otaku”. Falo japonês tão bem quanto falo japonês, então desconheço o significado “oficial” do termo e, francamente, eu nem quero saber. Uma tradução livre mais adequada poderia ser “adolescentes desprovidos de identidade cultural que pensam que espremer os olhos e fazer o símbolo da paz em toda foto que tiram é algo legal”.

Para entender melhor a complexidade da situação, precisamos compreender todas as facetas do fenômeno e identificar as raízes do problema. Mas antes de mais nada, você deve se fazer uma pergunta – quem é um otaku?


Esta mulher é moderadora de um fórum sobre Inuyasha
Qualquer pessoa pode ser um otaku. A nomenclatura arcaica exigia que um sujeito passasse horas e horas em canais obscuros na Undernet, trocando terabytes de vídeos de desenhos japoneses sobre samurais e ninjas e meninas que se transformam em gatos, se dando por satisfeito até mesmo por assistir animes em outras línguas e sem nenhuma legenda (para um anime, se tornar “mais incoerente ainda” é uma impossibilidade prática, então assistir o mesmo desenho em português ou em javanês faz pouca diferença), contanto que ele os assistisse por um mínimo de cinco horas por dia. Nos dias de hoje é mais fácil ser aceito no meio dos otakus, e a falta de critérios mais rígidos tornou o fenômeno extremamente popular.

Quem pode ser um otakus? Eu receio que esta frase tenha se tornado redundante atualmente, e que a forma mais sensível devesse ser “quem NÃO É um otaku”? Qualquer pessoa pode ser um otaku. Sua mãe, seu vizinho, seu contador, sua professora de geografia, seu cachorro, ninguém está a salvo. Até você pode ser um otaku – se você alguma vez comprou uma peça de roupa dolorosamente ridícula apenas porque havia um ideograma japonês em algum lugar nela, a japanofilia já ceifou sua vida, assim como ceifou muitas outras que se aventuraram a assistir um episódio de Naruto porque “todo mundo tá assistindo cara!!!


Este rapaz é considerado o mais prolífico cosplayer da atualidade, tendo sido fotografado vestido como mais de 2678 personagens de desenhos animados japoneses
O otaku comum é um sujeito branco, de classe média alta, e tem entre 14 e 18 anos de idade. Embora espécimes mais velhos tenham sido encontrados, considera-se que o desvio japanófilo tende a desaparecer quando a pessoa começa a ter obrigações adultas de uma pessoa normal, como um trabalho fixo e o interesse por temas que não sejam diretamente relacionado a animação japonesa. O otaku também coleciona aquelas revistinhas horríveis que exigem que você jogue toda sua dignidade na lata do lixo e as leia ao contrário e passa horas aprendendo frases triviais em japonês que ele prontamente usará erroneamente quando se encontrar com outros otakus na loja de artigos japoneses do shopping, pra debater sobre a última vídeo-montagem de Naruto, proclamada como a melhor vídeo-montagem dentre as 367 outras que eles uploadearam no YouTube ontem à noite. Otakus são – por via de regra – absolutamente inexperientes em qualquer atividade que requer destreza com o sexo oposto, tornando 135% deles virgens eternos.

Um outro hábito característico do grupo é a mania de adicionar sufixos como “chan”, “kun” e outras palavras de origem satânica aos seus próprios nomes, em uma tentativa desesperada de se aproximar mais ainda da cultura nipônica. Nos fóruns otakus, locais amplamente reconhecidos por cidadãos de bem como “o ânus da Internet” é bastante comum ver participantes formando imensas famílias de faz-de-conta, adotando e declarando-se como tios, pais, sogros e irmãos de outros membros do fórum, catalogando esta árvore genealógica de mentirinha nas suas assinaturas. Como se sabe, isso é uma ridícula e deprimente forma encontrada pelos párias de simular o convívio social que eles não têm na vida real.

Qualquer otaku que se preze jamais seria surpreendido sem trazer no seu mp3 player ao menos 400 mb de j-rock, um estilo que é o equivalente musical de merda de bebê recém nascido. Os mais versados abrangem em suas coleções musicais o J-pop, e é sabido que pop é exponencialmente pior que rock qualquer seja sua forma.

A predileção otaku por j-rock é apenas rivalizada pela sua predileção por pirocas veiosas e/ou representações gráficas de pirocas veiosas desvirginando pequenas estudantes. O que levaria alguém a se masturbar vendo tais desenhos está acima de minha compreensão, mas por outro lado, muito do que os otakus fazem está acima da minha compreensão. O perturbador vídeo do link anterior é motivo mais do que suficiente pra chegar à conclusão de que otakus tem um profundo despeito pela humanidade e tudo que consideramos sagrado.

E como esquecer o cosplay? Para os que não conhecem o termo, cosplay é o que acontece quando anos de abandono e falta de convivência social encontram um cartão de crédito e um site de fantasias de personagens de desenhos animados. Abandonando de vez qualquer último resquício de dignidade que tenha sobrevivido a maratonas consecutivas de OVAs de Evangelion, o otaku não apenas se veste como um personagem fictício de seus desenhos favoritos, mas sai em público trajando essa atrocidade. Há diversos sites e fotologs dedicados a veicular imagens de pessoas que se sujeitam voluntariamente a esse tipo de humilhaçào pública. Sinta-se à vontade para pesquisar sobre o assunto, averiguar as fotos e rir com maldade dessas pessoas.

Otakus, como todo grupinho ignorante de subcultura pseudo-alternativa, se vêem no direito de rotular os outros de forma bastante preconceituosa, julgando-se com a autoridade de desprezar aqueles que em sua opinião não merecem ostentar o título de adorador de animes. Uma subcategoria dos otakus são os otakus posers, ou seja, todo aquele que não se masturbe ao menos cinco vezes por dia lendo fan-fics de Full Metal Alchemist ou que não tenha serialmente pensado em vender todos os seus pertences e mudar-se para o Japão. Para o resto do mundo, otakus posers são apenas pessoas que gostam de alguns desenhos japoneses. Para os otakus, qualquer sujeito que assista animes apenas como hobby casual e não como religião é sem qualquer sombra de dúvidas um mal caráter que merece a pior morte imaginável – o que me faz lembrar que a sociedade em geral raciocina de uma forma bastante injusta. Um sujeito pode ser um cidadão de bem, pagar seus impostos em dia, frequentar a Igreja e até dedicar seu tempo livre a fazer Mapas de Team Fortress de graça pros amigos. No entanto, basta ele fazer sexo com UM cavalo e a sociedade dará as costas para ele.

Agora você pode ser considerado um profissional no tema otaku. O que fazer para impedir o avanço dessa nova onda?

Resista. Otakus são conhecidos por ter uma atração patológica pelo defunto formato Real Video (assim como uma atração patológica por desenhos de tentáculos estuprando gatos antropomórficos). Como todos sabemos, o Real Player é um terrível software programado por Osama Bin Laden em pessoa, em mais uma tentativa de destruir a liberdade ocidental e instalar spywares que colocam “funcionalidades” não-requisitadas no seu navegador, como a excelente “funcionalidade” de mudar a sua página inicial e a “funcionalidade” de ser o pior player na história dos players. Enquanto você estiver longe desse software, anime não poderá tocar você. Cruzes e alho talvez ajudem também.

Ajude. Um otaku pode não ser uma pessoa como eu e você no sentido ético da palavra, e portanto não ser agraciado pelos Direitos Humanos que a sociedade mundial preza tanto. No entanto, isso ainda não é motivo para serrá-los no meio com uma moto-serra enferrujada. Faça como Jesus faria e os ame ou ande sobre água ou reparta pães ou expulse mercadores de um templo ou inicie um feriado mundial para celebrar seu nascimento ou algo assim. ENTRETANTO, se seu amigo otaku aparecer em sua residência com um convite extra praquela AnimeCon exclusiva, saiba que nenhum júri no planeta o condenaria por remover a coluna vertebral dele com uma lixa de unhas ali mesmo.

Espalhe a palavra. Mostre esse texto para todos os seus amigos, otakus ou não. O poder é de vocês, já dizia Capitão Planeta. Juntos podemos trazer essa invasão japonesa a um fim relativamente não-trágico.

Abaixo o anime!

janeiro 19, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Conforme crescemos e desenvolvemos uma personalidade própria, de vez em quando temos a oportunidade de nos deparar com situações que, no passado, interpretamos exclusivamente com base na opinião dos nossos pais e outras figuras de autoridade. A mesma situação nos dias de hoje resulta numa conclusão totalmente diferente.

A frase tá um pouquinho enevoada mas já parto pro exemplo prático. Na próxima linha, aliás.

Em meados de 1995, estourou na mídia jornalística (mais especificamente, na Globo) o escândalo da Igreja Universal. As reportagens e as imagens exclusivas deixavam bastante claro a verdadeira missão da Igreja Universal e dos seus líderes – que era “separar os fiéis de seu dinheiro, de preferência da maior quantidade de dinheiro possível, no menor período de tempo concebível”. A polêmica chocou a comunidade evangélica nacional, separando-a em dois grupos – os que se convenceram com as acusações contra a dirigência da congregação e desertaram, e os que confiavam incondicionalmente na integridade dos seus líderes, e que estavam firmemente convencidos de que a campanha contra a IURD era senão uma demonstração da “mão do Inimigo”.

Existe uma corrente de pensamento cristão que vê o diabo como um ser interdimensional dotado de uma mão imensa que, talvez por falta de algo melhor pra ocupar seu tempo, ele costumeiramente coloca sobre os “homens de Deus”. Os efeitos da mão satânica são registrados no nosso mundo visível como um padre requisitando um boquetinho de um coroinha, ou um pastor se evandido pro exterior com algumas centenas de dólares não-declarados escondidos numa bíblia. Esse dogma praticamente isenta o acusado de qualquer responsabilidade, e vê por trás da ralidade aparente uma “guerra espiritual” que tem como vítimas os homens santos; pobres vítimas das circunstâncias inevitáveis.

Meus pais eram líderes de uma igreja em Fortaleza quando o escândalo estourou. Por estarem profundamente envolvidos com a liderança religiosa, eles sabiam exatamente o tipo de coisa que rolava por baixo dos panos e longe dos olhos dos fiéis. Pra eles e muitos como eles, o incidente serviu pra abrir os olhos da comunidade cristã em geral, que frequentemente vê líderes religiosos como ícones de fé comparáveis ao Pontífice Católico.

Porém, o pensamento dos meus pais era a visão da minoria. A esmagadora maioria do público cristão brasileiro viu nas acusações da Rede Globo uma espécie de perseguição religiosa, e o debate era constante absoluta nos bate bocas dentro de igrejas. Era praticamente unânime que uma “batalha espiritual contra o povo de Deus” estava em efeito, e muitos interpretaram a confusão como uma reprise da perseguição cristã nos tempos do Império Romano. Como se veicular a descoberta de atividades ilícitas de um líder religioso cuja integridade já era duvidosa há anos fosse equivalente a jogar famílias de cristãos aos leões no Coliseu.

Acho que o problema é que as acusações são lógicas e diretas demais pra gente que tá acostumada a acreditar em coisas que não se vêem e que não fazem muito sentido. Na mente de um fiel, a teoria de que todas as ameaças são absolutamente infundadas e se materializaram espontaneamente do éter, talvez arquitetadas por Lúcifer com a única finalidade de atacar homens íntegros e honestos não é totalmente inconcebível.

Mais de dez anos depois, a história de repete, mas com diferentes protagonistas. Como todo mundo aí no Brasil tá sabendo, Os auto-declarados “Apóstolo” e “Bispa” Hernandez – nomes relativamente desconhecidos pro público em geral mas bastante familiares pra quem cresceu no meio evangélico – foram cercados por acusações de atividades ilícitas envolvendo dinheiro (o que mais?), tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça, e tentaram escafeder-se pro exterior, apenas pra serem presos lá fora e complicar mais o Judiciário tupiniquim, que agora tem que solicitar uma extradição pros caras.

Enquanto isso a Bispa e o Apóstolo ficam lá no xilindró gringo, sendo sustentados pelo dinheiro de taxpayers americanos e defendidos por mongolóides brazucas. Mamando nas tetas do governo e com uma legião de fãs?! Os caras tão vivendo o sonho brasileiro.


Não sei se sinto pena que alguém tão burro conseguiu ser explorado tão violentamente sem levantar a mínima suspeita mesmo diante de provas irrefutáveis, ou se me sinto feliz em
saber que os imbecis estão cumprindo sua sina.

O cara acima não é apenas um pobre ignorante cuja fé transformaram em cegueira; ele é também um ignóbil que não faz a menor idéia de como a lei, ou o mundo real, funciona.

Dando uma olhada rápida nos argumentos das comunidades da Igreja Renascer (existe uma porrada), dá pra ver que os crentes tão se dividindo, novamente, em dois grupos. O argumento da parcela “inteligente” rebate as denúncias do ministério público citando outros casos de corrupção, que não apenas comparam os amados líderes a políticos desonestos como basicamente alegam que se já existe roubo mesmo, o mesmo roubo em nome de Jesus é de alguma forma mais aceitável. A parcela realmente burra vai mais longe e se propõe a mandar emails pro STF explicando que um dia eles estavam com dor de cabeça mas aí deixaram uma oferta de 10 reais no culto de domingo, oraram em línguas e em seguida tomaram um Tylenol, e em apenas oito horas o Senhor então operou um milagre e curou a dor de cabeça deles.

Tou só esperando os outros argumentos clássicos de fieis defendendo seus líderes:

Outros personagens bíblicos também foram presos (Porque ser perseguido por participar de um culto declarado proibido pelo governo romano é o mesmo que ser acusado de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro)
É a perseguição de Satanás, eles não têm absolutamente culpa nenhuma. Bode expiatório FTW,
Um dia eu orei pedindo que Deus me ajudasse e alguém me ofereceu uma carona pro trabalho, logicamente o Apóstolo e a Bispa devem ser honestos.
E por aí vai.

Ahhh, cristãos. Eu queria não tocar mais nesse assunto mas vocês são idiotas demais pra deixar passar batido.

janeiro 17, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Aê vagabundagem, seguinte!

Como vocês sabem, há anos planejo levar minha patroa gringa pra uma turnê HBD pelo Brasil. E agora, que recebemos os últimos papéis definitivos da confirmação de que o consulado aprovou nossa imigração, é que o plano começa a tomar forma definitiva.

Como vocês devem saber, a namorada tá prestes a se mudar comigo. Em exatos 12 dias estarei recepcionando-a no aeroporto de Calgary, de onde levarei-a para casa, em especial ao meu quarto, onde ela sentirá na pele a fúria de um cearense em abstinência por 60 dias. Rezei para que meus santos protetores não permitam que a menina seja quebrada nas minhas mãos.

Mas saindo do assunto da minha vida amorosa particular, a vinda dela pra cá abre a oportunidade pra tão sonhada viagem pro Brasil. Falem o que quiserem a pátria mãe, mas não são vocês que estão longe da sua terra, do seu povo e da sua língua por três anos. Eu adoro as facilidades e mordomias que o primeiro mundo oferece a um nerd tarado por tecnologia, mas eu tou com saudade do meu verdadeiro lar. Do lugar onde eu nasci e me criei, do lugar que formou quem eu sou hoje. E mesmo correndo o risco de soar churumelento, meu maior sonho é poder levar a namorada comigo.

E é o que faremos em julho se os planos derem certo. Se o timing não funcionar, deixaremos pra dezembro.

E pra preparar o coração canadense da amada, eu tou fazendo uma coletânea de música brasileira pra mostrar pra ela, dar aquela aulinha sobre a nossa cultura. E como eu sou um ignorante em cultura tupiniquim, preciso da ajuda docês.

Mandem aí nos comentários sugestões de bandas pra retratem o nosso povo. Não me venham com aquele elitismo juvenil babaca de “mimimi qualquer coisa menos pagode né”; quero TUDO. Música carnavalesca, música de boteco, música de corno, música de abertura da Malhação, vale tudo. Quero dar a ela um gostinho da nossa cultura, total e não-adulterada, sem censuras.

Já mostrei um pouco de Legião Urbana, Charlie Brown Junior, Angra, Ivete Sangalo, Kid Abelha e Chico Science. Mostrei também aquele clipe do Michael Jackson filmado nas favelas cariocas e tal, com uma breve aulinha cultural sobre o fenômeno social que é uma favela, essas paradas. Vou alugar um filme novo brasileiro aí que eu vi na locadora outro dia; não lembro o nome mas é com a Fernanda Montenegro em que ela interpreta uma velhinha que tá morrendo num deserto ou algo que o valha. Meu objetivo é imergir (tá certo isso?) a menina na nossa cultura. E, o que me dá mais orgulho, ela é doentiamente interessada em aprender mais sobre o Brasil e a nossa cultura. Vocês devem lembrar que ela até já ensaia um português humilde, mas sincero.

Tou contando com a ajuda de vocês pra embrasileirar mais essa menina. E a melhor idéia é apresentá-la à nossa música.

O que tá faltando? Mandem links, artigos na wikipédia, clipes no YouTube, qualquer coisa. Quero um monte de sugestões quando eu acordar amanhã pra verificar os comentários. Não se limitem apenas a postar links pras bandas/vídeos, falem um pouquinho sobre a banda em questão e por que eu deveria mostrar pra ela. Assim, eu posso passar esses pequenos comentários sobre as bandas pra menina.

A propósito, assim como praticamente todo gringo que eu conheço, a Patroa adora esses lances culturais e tal. Acho que é pela gritante falta de cultura que esse povo branquelo aqui sofre, vai entender.

Ah, o primeiro a sugerir Los Hermanos será banido dos comentários e do domínio hbdia.com.

Valendoooooo.

janeiro 16, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Eu acabei de assistir o pior filme de toda a história da cinematografia. Sério mermo, eu já zoei uma porrada de películas nesse blog, mas cada um deles parece merecer um Oscar diante do aborto que é Ultraviolet. Eu fico aqui pensando na galera que realmente gastou dinheiro pra ver essa merda no cinema.

Eu queria demais escrever uma resenha sobre esse lixo mas esse filme foi o primeiro que me deixou fisicamente doente. Vou me deitar e fingir que não acabei de perder aproximadamente 50 minutos da minha vida sentado diante da TV tentando entender ou dar a mínima pra “trama” daquela merda.

janeiro 13, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Mais uma aulinha de vocabulário aí, vamos lá?

“Vergonha alheia”, um termo inventado por Albert Einstein logo após a vitória dos aliados sobre a Alemanha em 1859, é o nome do sentimento de profunda ojeriza diante ações embaraçosas de outrem. O momento em que você sente vergonha alheia é, muito similarmente a ver dois deformandos fazendo amor em cima de uma cama repleta de pétalas de rosas, um momento lindo e horrendo ao mesmo tempo. Aliás, a parada é tão simultânea que tiveram que inventar toda uma teoria quântica pra explicar a existência de algo que apresente uma dicotomia tão clara. Como alguma coisa pode ser maravilhosa e revoltante ao mesmo tempo?

Vergonha alheia é aquele momento mágico em que você presencia uma cena que faz o destino coletivo da humanidade parecer tão sombrio que você quase uma dor física nos testículos, mas ao mesmo tempo você se sente feliz e satisfeito porque este sentimento vem com a certeza absoluta de que existe alguém mais merda que você.

Exhibit A:


Kevin Federline
Se alguém quisesse catalogar a longa linha histórica de paspalhos que são não apenas insignificantes mas incrivelmente notáveis em sua insignificância (o que quebra praticamente todas as leis da física e da lógica moderna) e quisesse fechar o seu Livro da Vergonha com um excelente exemplo, não há dúvidas que o capítulo final do livro seria dedicado à vida e obra de Kevin Federline. A parte da “obra” seria um trecho bastante curto, o que permitiria ao editor do livro ir pra casa mais cedo (mas não sem antes dar uma boa olhadinha na foto do cara e rir no caminho pro estacionamento).

A aura de fracasso que cerca o rapaz Federline é tão densa que nada menos que pura mágica está impedindo-a de entrar em colapso sob o próprio peso e vire um buraco negro de vergonha e humilhação. Lembra que eu comentei que o trecho “obra” num livro sobre o cara seria bastante curto? Então, isso acontece porque não há muitas formas de fazer “comeu a Britney Spears e se tornou famoso por associação” ocupar mais que duas linhas. Kevin Federline era um dançarino de fundo nos shows da cantora até que um dia alguém misturou querosene na tequila dela e ela então se convenceu que fazer um filho com um maluco insignificante qualquer – e sustentar ambos sozinhos com as economias do tempo em que alguém ainda comprava CDs ou ia aos shows dela – seria uma idéia comparável apenas a desenvolver um reator de fusão a frio usando palitos de dente, cartuchos de NES e meia resma de folhas ofício.

Então a mulé pariu um filho do sujeito. Kevin Federline deve ter pensado que fama é algo sexualmente transmissível, aliás, quem não pensaria? Foi só furunfar a cantora e PÁ, frequência constante nas capas de tablóides de supermercados que carregam outras notícias igualmente relevantes à comunidade global, como “Donald Trump fez outra cirurgia pra redução da papa! Leia mais na página 48!” ou “Tom Cruise nega ser homossexual mais uma vez, acompanhe a reportagem na página 82!”.

Mas ser considerado o mais notório caso de fama por tabela não era suficiente pro sujeito – ele passou a querer MERECER a atenção, e sua mídia seria a música. O que seria algo louvável, caso Kevin Federline tivesse algo que pudesse ser ao menos confundido, de longe, com talento.

Mas Kevin é praticamente um brasileiro e não deixaria detalhes irrelevantes como habilidade musical impedir uma duradoura carreira de sucesso no ramo. Numa manobra de RP, o aspirante a rapper largou seu nome de batismo por um resumido “K Fed”. Talvez pra se desvencilhar de um nome que boa parte dos americanos já relacionavam a “babaquinha”* ou talvez porque é uma forma mais user-friendly do seu próprio nome que K Fed achava mais fácil de escrever, uma coisa é certa – Kevin Federline é, de fato, um idiota.

A estratégia de mudar o nome pra talvez “reiniciar” a própria carreira é tão eficiente quanto apagar uma fogueira ateando-a com gasolina e combustível de foguetes. K Fed vai em frente com seu plano de se tornar famoso independentemente e ataca a comunidade global internética com o mais ofensivo e desrespeitoso uso da língua portuguesa desde que Marcelo Camelo começou a escrever músicas.


Permita que seus olhos e ouvidos absorvam tudo que você verá acima após clicar no botãozinho play. Vocês sabem que meu passatempo é falar mal de jogos/filmes/pessoas e etecéteras mas eu sinto dessa vez que escrever uma linha que seja pra falar mal dessa música é uma espécie de ofensa contra a inteligência de vocês; como se alguém precisasse apontar as falhas tão claras dessa aberração. Mas assista apenas uma vez, a exposição prolongada ao vídeo é quase tão prejudicial quanto escovar os dentes com mercúrio.

SIM BICHONAS DO CARALHO EU SEI QUE O VÍDEO É VELHO. O problema é que este sujeito jamais recebeu nenhum tipo de punição por liberar essa atrocidade no mundo. Por mais que o Sr. Spears se arrependa de seus atos e se esforce em conter os danos que causou, estamos na era da Informática, baby. Como muitas outras pessoas que tiveram suas vidas arruinadas por vídeos que galopam livre na interwubz, Kevin Federline jamais poderá conter o avanço digital dessa vergonha em forma de TENTATIVA de música. Ao atingir a internet, todo e qualquer vídeo se tornar imortal e indomável. O mundo não poderá mais voltar ao estado inicial de não-exposição à sequência vergonhosa de imagens do “cantor” se empolgando com a própria composição.

Sinto uma vergonha alheia ao assistir o vídeo, mas acima disso tenho pena do sujeito porque tudo que ele queria era ser admirado genuinamente por causa de suas suas próprias realizações. Mas isso serve pra dar uma lição importante pra todos nós – às vezes não sabemos o que já temos em nosso favor.

Se ele não tivesse esquecido que já capturou a admiração masculina mundial por não apenas comer a Britney Spears mas comer a Britney Spears sendo um palerma sem valor algum, nada disso teria acontecido.

* A palavra que eu realmente tinha em mente é douchebag, mas neguim já andava reclamando demais do meu uso de termos anglofonos então resolvi ir com o resumido “babaquinha”, que não capta o significado real do que eu queria dizer mas é mais patriótico.

janeiro 5, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Aprendi uma palavra nova hoje. Nova, bonita e complicada.

Schadenfreude“. Tente pronunciar isso aí. Sério, tente mesmo. Ninguém tá olhando, não.

Eu acho que é XADENFRÓIDE, mas não tenho nenhum falador nativo da língua pra conferir a pronúncia. É uma palavra alemã, a propósito, então acho que isso significa que você tem que falar em forma de um berro rápido e seguro de si, ao mesmo tempo que ergue a palma da mão direita em direção ao céu. A palavra é incomum, mas o sentimento não poderia ser mais popular.

Segundo o Google, que jamais me falhou, schadenfreude é a palavra que os germanos dão ao sentimento de gozar diante do conhecimento de infelicidade alheia. Saca quando aquele seu amiguinho com uma namorada gostosa toma um chifre agressivo e violento, e você não consegue conter a animação e o sorriso contagiante? Então.

Haha, vou te contar, se há uma força controlando este universo e não é o tal do Karma, é a Ironia. Quem mais poderia ter incluído em seu vocabulário uma palavra exclusiva pro sentimendo sádico de diversão diante da desgraça de outros? Que outro povo teria essa mórbida idéia? Leave it to the Germans.

O motivo pelo qual essa palavra tem tanta relevância hoje é porque eu pude, mais uma vez, experimentar o schadenfreude em todo seu explendor. Foi o seguinte.

Tenho essa ex-amiga, né. Chamaremos-na de Ashlyn – o que pode me colocar em considerável problema já que ela, apesar de gringa, frequentemente dá uma checada no HBD via cortesia od BabelFish. Acontece que, dadas as conjunturas contemporâneas, os conflitos já passados e minha posição geográfica atual, eu duvido muito que ainda exista entre eu e ela algum resquício daquilo que poderia ser confundido com leve amizade. Pra situar meus queridos leitores, Ashlyn é a mesma pessoa que, em janeiro do ano passado, destruiu meu Palm TE2. Por isso “ex-amiga”.

Ashlyn é em exemplo perfeito da sub-cultura que os gringos chamam carinhosamente de “white trash”. É difícil contextualizar o conceito de white trash pra brasileiros porque nosso país é composto quase que essencialmente de all-around trash, não existe uma linha clara que nos divida como há aqui fora. Basta explicar que ela é gorda, gótica, feia, anda por aí usando maquiagem e vestuário que faria alguém pensar que ela é uma figurante de um clipe do Nightwish, vive pulando de emprego vagabundo pra emprego vagabundo, mora num apartamento absolutamente fodido, JOGA LIVE ACTION RPG DE LOBISOMEN*, acredita ter o espírito de uum lobo preso em seu corpo, lê tarot e pensa praticar wicca. Digo “pensa” porque wicca é uma religião inventada arbitrariamente nos Estados Unidos na década de 70 e que não tem absolutamente nenhum conteúdo realmente tradicional nem significado profundo nem nada. É uma religião manufaturada pela mídia supostamente underground americana da cena setentista, composta por hippies que tomaram tanto ácido que agora pensam estar em sintonia com a natureza e tal (se bem que isso já é pré-requisito de ser um hippipe, mas enfim).

Em outras palavras, Ashlyn é um verdadeiro lixo humano, um retrato preciso de tudo aquilo que eu odeio nos participantes de sub-culturas. “Hey olhe pra mim, sou punk/gótico/metaleiro/sei lá o que! Sou estritamente único no modo de copiar um comportamento pré-estabelecido e decido minhas atitudes de forma absolutamente livre de preconceitos e padrões, contanto que elas se encaixem no arquetipo que eu estou imitando no momento”. Argh.

E vocês estão se perguntando “mas por que diabos você tinha amizade com este traste”? O que me levou a ser amigo da Ashlyn é o mesmo que levava alguém a come-la – falta de opções. Ela morava perto do meu apartamento em Oshawa e eu não tinha amigos na redondeza, todos moravam perto da casa da namorada. Então eu ia mantendo uma amizade superficial com ela, tomando o cuidado de evitar ser visto com a turminha gótica/RPGista dela, e principalmente qualquer tipo de proximidade desnecessária. Aliás, esse ímpeto de evita-la só aumentou quando, durante uma festa, o bolo de banha confessou ter interesse em um menage comigo e a patroa. Cruz credo.

Sim, mas onde o schadenfreude se encaixa nisso, não é mesmo? TOU XEGANDO LAH RAPÁ.

Após a Ashlyn ter usado seu centro de gravidade pra atrair meu palm em direção ao seu pé e assim provocar sua morte prematura, minha visão dela evoluiu de “aquela menina gorda metida a esotérica com quem eu ‘hang out’ de vez em quando caso minha internet dê problema em um dia em particular” pra “um absoluto desperdício de células-tronco que poderia muito bem ter virado um fígado pra alguém que precisasse desesperadamente de um transplante”. Eu já tinha uma visão pouquíssimo lisonjeiro da menina, após o incidente eu realmente passei a evitá-la como quem evita lamber maçanetas de banheiros públicos num bairro particularmente sujo na Índia. E minha “amizade”, já superficial, deixou de ser. Se alguém mencionava a menina, eu dizia “ah, eu a conheço”, e não “ah, amiga minha”.

ENTÃO.

A namorada aparece no MSN e papo vai, papo vem, ela me confidencia que o bolo de banha havai arrumado um emprego muito bom recentemente. Sendo o saco de tecido adiposo uma highschool dropout (ou seja, aquele tipo de vagabundo bem vagabundo mesmo que nem chega a terminar o segundo grau) e seu QI com muita sorte arrisca entrar nos dígitos duplos, eu não conseguia imaginar nenhuma ocupação que ela pudesse considerar lucrativa. Talvez prostituição, mas teria que ser um tipo de prostituição alienígena em que o sujeito paga à meretriz para não fazer sexo com ele, e ao invés disso correr na direção oposta o mais rápido possível.

“Ela tá trabalhando numa empresa de finaciamento de não sei o que e não sei o que mais”, disse a namorada. Eu estava jogando Paciência metendo o dedo na tela (a melhor coisa a se fazer com um monitor touchscreen, esnobei) e não prestei atenção na explicação crucial.

A namorada então disse a palavrinha mágica. “Primerica” era o nome da empresa.

As engrenagens cerebrais rodaram com violência. O nome me era familiar. Uma googleada rápida e eu lembrei de tudo – Primerica é uma “empresa” MLM, ou seja, multi level marketing.

ESQUEMA DE PIRÂMIDE, sabe qual é? O intuito da compania não é vender nada nem prestar serviço porra nenhuma. Ao ser contratado pelos caras, a sua missão principal é contratar o máximo número possível de otários pra se “afiliar” à empresa abaixo de você. Aí você ganha uma porcentagem das vendas que eles fazem. Aí eles chamam mais gente e passam a ganhar uma porcentagem do que esses terceiros ganham.

Se você sabe alguma coisa sobre matemática básica, compreenderá que não existem pessoas suficientes no planeta pra que esse modelo econômico funcione satisfatoriamente como os caras da empresa prometem.

E a Ashlyn? Agentes duplos que dividem apartamento com ela me informam que, apesar de ter pago 200 dólares por “sessões de treinamento” e estar trabalhando lá há uns bons meses, ela arrecadou exatamente 0 dólares e 0.1 centavos. Além de não conseguir vender nada do que seja lá o que a Primerica tenta empurrar nos cidadãos de bem, ela se auto-ostracizou em seu grupo de amigos por insistir doentiamente que eles descolem os 200tão pra entrarem nessa super empresa com excelentes oportunidades.

O sentimento de alegria perante a desgraça da coleguinha foi tão grande que eu soube nessa hora exata que essa sensação maravilhosa TINHA que ter um nome próprio. E os alemães aparentemente pensaram a mesma coisa.

Isso que tu ganha por quebrar meus brinquedos, gorda fedorenta do inferno.

*Como bom nerd eu já pratiquei o saudável esporte do RPG. No entanto, Live Action RPG é apenas deplorável. É um bando de maluco realmente usando roupas que seus presonagens usariam e andando por aí agindo como eles agiriam. É tipo um monte de adulto brincando de faz de conta.

janeiro 2, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário