Hoje é um Bom Dia

Durante os últimos três anos, leitores do HBD, do meu blog secreto, usuários do FHBD e amigos próximos estiveram cientes que eu e minha família estivemos à espera de um longo processo de imigração. Por três anos tivemos que correr atrás de papeladas que o consulado pedia, autenticar documentos, mandar pro Brasil, receber de volta, mandar pra Ottawa (capital do país), contratar advogado, enfim, foi um saco. Isso pra não mencionar todo o dinheiro gasto com a coisa. Meu pai gastou aproximadamente 10 mil dólares ao todo com esse processo, e isso porque a empresa dele pagou a advogada (advogados de imigraçao cobram por volta de 150 dólares por hora pra trabalhar nesse tipo de caso).

A minha situação foi particularmente especial porque eu cai numa brecha perigosa do sistema – fizemos a aplicação quando eu tinha 20 anos, mas eu completei 22 antes do processo ser finalizado. 22 é a idade de corte pra inclusão no processo de dependente, ou seja: eu corria o risco de ser eliminado do processo do meu pai e ter que começar TUDO DE NOVO, do zero, com um novo processo. Minha ansiedade em relação a esse assunto me custou muuuitas noites mal dormidas.

Hoje, recebemos um envelope no correio. Quando vi o carimbo do consulado canadense em São Paulo, o órgão que estava administrando nosso processo, meu coração disparou tão furiosamente que me senti imediatamente cansado, como se tivesse corrido duas maratonas em seguida.

Abrimos o envelope.


Um a um os passaportes foram retirados do envelope e abertos na página do visto. Cada um deles apontava nossa nova classe de residente – IM-1, código pra “permanente residente”. Aliás, não é exatamente um código porque tem escrito “Immigrant” claramente bem do lado. Pra quem não entende as nuances da burocracia imigracional, até então eu e minha família tínhamos vistos de estudantes (com exceção do meu pai, que obviamente é o único com visto de trabalho). Com a finalização do processo, os vistos de todos foram mudados de estudantes/trabalho pra Residente Permanente. E com o novo status vêm uma porrada de novos direitos

No momento que desci aqui pro quarto pra digitar este post, meus pais ainda estavam chorando lá em cima. Eu não consigo nem acreditar que esse suspense de três anos finalmente acabou. Eu sempre soube que um dia teríamos esse papel em mãos (ou nem tanto, já que havia a chance do processo ser negado. Especialmente no meu caso), mas nada poderia ter me preparado pro sentimento de saber que a longa espera chegou ao fim.

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fevereiro 12, 2007 - Posted by | Uncategorized

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