Hoje é um Bom Dia

Puta que pariu, passei tanto tempo sem atualizar o blog que o Blogger me deslogou e eu tive que fazer um belo exercício mental pra lembrar da minha senha daqui. É a primeira vez que isso acontece em uns quatro ou cinco anos que tenho essa conta, e isso me faz concluir que é a primeira vez em quatro ou cinco anos que eu estou tão envolvido com uma vida no mundo offline que a necessidade ou energia pra contar historinhas pra desconhecidos na internet se reduziram ao quase nulo.

Mas vocês sabem que eu sempre volto, não é, meus amores?

Vamos às novidades!

Então, a Ubisoft resolveu me foder no cu e atrasou o lançamento de Settlers DS pra VINTE DOIS DE ABRIL, ao invés de anteontem como deveria ter sido. Duvido que o balconista da Toys ‘R Us jamais tenha visto tamanha dissatisfação no rosto de um consumidor (isso é, se você não considerar a reação dos compradores de videogames em resposta ao lançamento de Twilight Princess – PRONTO FALEI). Como um bom brasileiro eu não gosto de admitir que me fodi de vez e tento ver o lado positivo de situações desesperadoras, e conclui que há uma mínima vantagem no atraso do lançamento do jogo – ele será lançado cinco dias antes do meu aniversário de três anos de namoro com a patroa. Três anos, molecada. E em pensar que eu descrevi aqui neste site o dia em que a conhecia.

Em compensação à sacanagem da Ubisoft, a EA me deu uma feliz surpresa ao lançar Theme Park uns vinte anos mais cedo do que eu imaginava que eles finalmente lançariam.


Pra quem não sabe, Theme Park é um clássico jogo de PC dos mid 90’s, assim como absolutamente QUALQUER jogo produzido pela Bullfrog naquela época. COm exceção talvez de Hi-Octane, que incluindo eu e meu irmão, foi jogado por cinco pessoas no mundo inteiro.

Quem conhecia e cansou de jogar Theme Park num 486 dez anos atrás e tem um DS não tem absolutamente nenhuma razão de não comprar esse jogo. Eles converteram todo o conteúdo do jogo pro portátil da Nintendo, tudo está lá. Theme Park é bem menos conhecido que seu irmão menor, Theme Hospital, mas com certeza merece uma segunda chance de mostrar seu potencial. Se você tem um Nintendo DS, faça um favor pra si mesmo e compre este sensacional joguete. Me emocionei tanto com o jogo que de alguma forma perdi a porra da stylus noutro dia. Se eu não tivesse três palm pilots com 5 stylus sobressalentes cada um, talvez eu teria até chorado. E eu já queria comprar um DS Lite

Moving on!

Como vocês devem saber, sou um aspirante guitarrista. Ou melhor, sou um suspirante guitarrista, porque suspiro de inveja e frustração cada vez que alguém me manda um link do youtube pra vídeos do Ozielzinho (also known as A Maravilha do Nordeste) ou do Michael Angelo.

Há anos eu tive que me contentar com as guitarras mais vagabundas já fabricadas em territórios brasileiro E canadense. Falta de dinheiro, né. A situação mudou totalmente com a chegada do meu novo emprego, e com o segundo pagamento eu corri pra loja de instrumentos musicais mais próxima e…


Comprei a guitarra que eu SEMPRE quis ter, uma Epiphone Les Paul Standard. Nem custou-me tão caro assim e, como meus amigos guitarristas prometiam, ter a guitarra que eu sempre desejei impulsionou minha vontade de praticar todo dia como há anos eu não fazia.

Tá vendo esse pedal cinza aí na frente? Então, ele não é meu. Acontece que entre a galera do trabalho há vários músicos aspirantes como eu, e eles resolveram deixar todos os instrumentos deles (guitarra, baixo, amps, cabos, microfones, pedais e o caralho) aqui na minha casa – já que é aqui que costumamos praticar mesmo. E agora eu tenho acesso há algumas coisinhas sensacionais que eu não tinha antes, como um pedal com flang/wah wah/reverb e um baixo.

Bom, acho que é basicamente isso. Tou de saída pra um shopping das redondezas pra finalmente comprar umas roupas mais apresentáveis que so trapos que eu costumo usar (minha calça mais recente tem pelo menos dois anos de vida) e choramingar pelo fato de que o pagamento nunca parece suficiente pra cobrir tudo que eu quero comprar.

Acho que aquele DS Lite preto vai ter que esperar.

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março 31, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Finalmente reuni tempo livre o bastante pra sentar na cadeira, abrir o notepad e finalmente contar aos senhores a respeito da minha nova empreitada profissional.

Há aproximadamente três semanas estou trabalhando num restaurante de fast food nas redondezas do meu bairro. Por causa do desespero da cidade em arrumar força de trabalho (praticamente todo dia há alguma notícia nos jornais locais relatando mais algum problema que a falta de trabalhadores causa na cidade), a “entrevista” se resumiu à pergunta “quando você quer começar?”. Tanto eu quanto meu irmão dissemos estar mais que prontos pra ganhar dinheiro, e começamos a pegar no batente já no dia seguinte.

Duas equipes populam o restaurante – a equipe matinal, composta por umas nipônicas que mal falam inglês mas que são muito simpáticas e disciplinadas, e a equipe noturna, formada por uma galerinha de 17/18 anos absolutamente maluca. Não preciso explicar que equipe conquistou um local especial no meu coração. I mean, não que eu não goste das chinesinhas – afinal, como não adorar uma pessoa que, quando você finge que não entendeu o que ela disse, ela fala um adorável “NOOOOOO!” carregado de sotaque japonês e com um olhar cheio de terror e preocupação -, mas é que a galera noturna é simplesmente absolutamente insana. Cheguei a essa conclusão logo no primeiro dia em que trabalhei com eles, quando assisti estupefato um dos gerentes enfiar a mão no troço onde as batatas fritas são mantidas, pegar uma mão cheia e em seguida enfiar no bolso de um outro funcionário que estava no posto de drive thru. O coitado, lidando com um cliente do outro lado do headset, pouco podia fazer pra se livrar da invasão de frituras em seu bolso a não ser correr pelo restaurante balançando os braços desesperadamente, enquanto antagonicamente mantendo a voz completamente calma e lidando com o pedido do freguês do outro lado da linha. Com muito sangue frio, o garoto continuava respondendo o cliente placidamente, perguntando se ele queria (ironicamente) fritas com o pedido dele. Alguns ainda sugeriram que ele tirasse as batatinhas do bolso e servisse pro cliente, mas ele recusou. Vai entender.

Fazem apenas três semanas que estou trabalhando lá, mas porra, o número de bizarrices e situações inusitadas que eu presenciei nesse pouco tempo daria pra preencher um segundo blog com posts diários. Como tou meio apressado hoje (exame médico seguido de uma jornada de oito horas de trabalho), ficarei devendo alguns contos do restaurante. Aliás, eu já estive pensando numa nova saga de crônicas, pra seguir alguns posts históricos como a Viagem de Esqui (nem vou linkar, quem leu lembra), o Bico do Halloween, etc e coisa e tal. Se chamará “Crônicas do Drive Thru”, apesar do mínimo detalhe que eu só trabalhei no Drive Thru uma vez.

Uma das coisas que me deixou muito satisfeito com esse novo trampo, além da comodidade com que roubo nuggets e batatas fritas e brinquedinhos daqueles que dão nos lanches da gurizada, é a afinidade que rolou quase imediatamente com a turma do trabalho. Quase todos os funcionários são nerds, com pouquíssimas exceções (basicamente, apenas as meninas se excluem). Contabilizei por alto três donos de PSPs, cinco donos de Nintendo DSs, e quatro jogadores de Magic. Nenhuma dessas cifras me inclue, aliás. Aliás, num dia em que a turma do trabalho veio aqui em casa assistir Borat, eu e outros dois colegas nos divertimos mandando mensagens juvenis um pros outros usando o software PictoChat, que acompanha o sistema operacional do DS. Num outro dia, eu e outro funcionário jogamos Star Wars Battlefront 2 enquanto uma velhinha decidia se queria um xisburgers duplo ou uma salada. Não lembro o que
ela finalmente escolheu.

A instantânea amizade que surgiu assim que eu me identifiquei parte da tribo geek garantiu convite imediato pras festinhas da galera, e de fato, semana passada compareci à primeira das muitas que eles costumam ter toda semana. A localização incrivelmente conveniente do anfitrião das festas (Royce, um ex-funcionário do restaurante que mora literalmente do outro lado da rua. Dá pra ver a garagem dele da janela da minha cozinha) garante que eu marcarei presença constante nesses eventos sociais da galera, provavelmente com muitas putarias peculiares finding their way into YouTube. De fato, já há um desses vídeos:


Ehsan é iraniano, mas ele não tem esse sotaque do vídeo. Ele estava imitando o sotaque do Borat, sei lá por que razão. Aliás, eu já estava em casa quando eles fizeram esse vídeo. E o dono da casa não tinha a menor idéia do que diabos eles estavam aprontando.

E isso nem é tudo. Semana passada um dos meus chefes veio me perguntar o que eu estaria fazendo nesta quarta-feira. Antes mesmo que eu pudesse responder, ele batei na testa num momento de eureka e falou “porra, sou EU quem escreve tuas horas aqui.” Ele puxa uma caneta do bolso, anota algo num pedaço de papel e devolve ambos pro bolso da camisa.

“Tá afim de ir ver Megadeth e Black Sabbath semana que vem?”

Não preciso descrever minha resposta. Bom, uma parte eu preciso, e esta parte é “…mas eu só serei pago sexta-feira, e até lá tou meio liso”.

Sem pestanejar, o amigo retorque “Bom, você tem dez dólares?”

Novamente, antes que eu pudesse responder, ele me interrompe explicando que um dos funcionários tem um camarote exclusivo no estádio onde o show aconteceria. Mas ele não é muito chegado a metal, então ele cede o espaço do camarote (que comporta dez espectadores) pro resto da galera, inteiramente de grátis. Os dez dólares são apenas pra contribuir com a vaquinha da bebedeira. Grana pra comida é irrelevante, uma vez que os camarotes do estádio recebem um all you can eat buffet que já está incluso no preço do mesmo. Pra nós, acaba sendo de graça.

Ou seja, aqueles “boa sorte arrumando um emprego, Kid!” funcionaram esplendidamente bem, Obrigado, vagabundos.

….

Sabe o que é isso? É o doce sabor da vitória.

Após futricar com ISOs, BINs, CUEs, ROMs, e outros siglas de três letras (e seus respectivos conversores e compiladores) por HORAS, finalmente consegui portar Syndicate Wars, um sensacional clássico de estratégia, pro PSP. O próximo da lista é Theme Park. Se você conhece algum bom jogo de estratégia do PS1 (eu pulei essa geração e fui direto do SNES pro PS2, perdendo muitos bons jogos da era em que 32 bits simbolizavam os melhores gráficos que um console poderiam rodar), me diz aí nos comentários.

Ah, esqueçam Command n Conquer Red Alert. Já rodei-o no PSP, e sem mouse simplesmente não dá.

março 12, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Rapidinhas enquanto me arrumo pra sair pra BestBuy

Então, tou trabalhando. Arrumei um emprego num restaurante de cadeia de fast food (cujo nome omitirei. Engraçadinhos serão banidos por faixa de IP tanto dos comentários quanto do FHBD) logo no primeiro dia que saí pra procurar. Não é educado discutir cifras, mas pra vocês terem uma idéia, o salário mínimo em Alberta é 50% maior que em Ontario. E tou trabalhando full time, ou seja, 4 vezes mais do que o tempo que eu trabalhava em Oshawa. E fui pago ontem.

Entenderam por que estou de saída pra BestBuy?

***
Seria sacanagem descrever o trabalho num texto de um parágrafo num post tapa-buraco de rapidinhas, então aqui fica a promessa de um longo e educativo texto sobre minha nova aventura trabalhística. Spoilers – o emprego é supreendentemente divertido, a equipe que trabalha comigo é composta de nerds metaleiros jogadores de Magic E garotas bonitas, e eu nunca comi tantos chicken nuggets de graça na minha vida. O prazer de aparecer lá todo dia pra basicamente me apoiar do lado do caixa pra discutir com os outros empregados os novos lançamentos do Xbox 360 ou debater os motivos que levaram a Sega à falência faz com que eu me sinta estranho por estar passando um dia inteiro em casa.

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Estou passando o dia inteiro em casa porque hoje é meu primeiro dia de folga “fixo”, ou seja, a agenda do trabalho já foi definida e sábados e domingos são agora meus dias oficiais de ficar em casa sem fazer nada. Após passar uma semana trabalhando oito horas por dia, especialmente num ambiente descontraído como o lá do restaurante, é estranho acordar e ir direto pro computador como era meu hábito antigamente.

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27 de março. FINALMENTE. Vocês têm idéia de há quanto tempo espero por esse jogo?

Desde JUNHO DO ANO PASSADO.

Nenhum outro jogo JAMAIS me deixou tão ansioso. Nem Mortal Kombat 3. Nem Super Mario World 2 – Yoshi Island. Nem The New Super Mario Brothers. Pra quem não conhece, Settlers é uma famosa série de RTSs iniciada pela extinta Blue Byte nos tempos do Amiga. O jogo foi anunciado no ano passado pro DS, me deixando de piroquinha aflita por uns 6 ou 7 meses. FINALMENTE a data de lançamento OFICIAL veio à tona – 27 de março. Já tem nego vendendo supostas pre-order copies no eBay, mas com medo de scammers, prefiro ser paciente.

A agonia por esse jogo é imensa. Eu joguei Settlers e Settlers II incansavelmente na minha infância, e a descoberta que o jogo seria lançado pro DS foi totalmente por acaso. Eu tava jogando Lost Magic e pensei “seria massa se tivesse um jogo tipo Settlers pro DS. É a plataforma perfeita pro estilo”. Aí pesquisei “Settlers-like game DS” no Google e voilá, descobri que o próprio Settlers (ou melhor, um port do Settlers 2, que é a melhor versão do jogo) seria lançada pro DS em dezembro de 2006.

Não chegou em dezembro, mas isso não importa agora. Sei que não haverá jogatina online, mas isso é levemente perdoável. SETTLERS PORTÁTIL, puta que pariu. O Kid de 10 anos atrás, ao ouvir essa notícia, provavelmente entraria em combustão espotânea de tanta emoção.

Resumão – estou trabalhando, estou gostando, estou endinheirado e Settlers DS vai sair esse mês. A vida é boa.

março 3, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário