Hoje é um Bom Dia

Estava eu no trabalho tranquilamente cutucando meus dentes pra remover pedaços de frango quando senti uma textura estranha, dura, entre os dois dentes. Mexi e remexi até finalmente extrair o objeto estranho.


Aparentemente um dos meus dentes trincou e três pedacinhos caíram. Um deles claramente obscurecido por algum estágio avançado de cáries. Ou seja, estou fodido? Já aconteceu isso com alguém aí antes?

Merda, nem lembro a última vez que fui a um dentista. Isso aconteceu há uns 10 anos no mínimo.

Anúncios

outubro 24, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Tenho um desafio pra vocês. Essa aqui só vale pros vagabundos dentre vocês que realmente lêem alguma coisa além de blogs e suas listas de discussão sobre câmeras digitais.

Estou pensando num determinado livro, e quero saber se vocês conseguem descobrir de que livro estou falando através de uma descrição da trama.

Este livro tem como personagem principal um simbologista americano, que se vê subitamente envolvido na investigação do assassinato de um proeminente intelectual. A morte não foi convencional, uma vez que o pobre defunto teve seu corpo coberto por sinais de mutilação. Os símbolos no corpo do cadáver ajudam o tal simbologista a desvendar a trama (não sem a ajuda de uma familiar do morto, que por sinal teve seu interesse despertado na área de estudo de sua figura paterna graças à influência desta): uma antiga irmandade secreta que muitos acreditavam ser fruto de teorias conspiratórias está movendo-se contra a religião organizada ocidental, e cabe ao tal simbologista desvendar códigos secretos e pistas escondidas pra localizar a chave do problema. Um dos antagonistas é um assassino contratado por um homem desconhecido com intenções duvidosas. A propósito a trama do livro foi recentemente adaptada em um roteiro cinematográfico estrelando Tom Hanks.

Pensou que eu estava descrevendo Código da Vinci, né? Não. A sinopse acima é do Angels and Demons, a prequel (existe palavra em português pra “prequel”?) do Código da Vinci. A única diferença é que a versão cinematográfica do Angels and Demons ainda não está em cartaz.

Eu finalmente tomei coragem pra ler Angels and Demons, que esteve sentado na minha prateleiras há meses desde que a namorada roubou de algum amigo lá de Ontario. Minha ADD dificulta bastante me concentrar por mais de quinze segundos na mesma tarefa, um dos pré-requisitos pra ler um livro (ou atualizar um blog com frequência, perceba que minhas desculpas se tornam mais elaboradas a cada atualização do blog), mas tendo 8 horas livres por dia e sendo pago pra isso, me distrair lendo alguma coisa se torna não apenas um passatempo mas um exercício em manter minha sanidade.

E olha só, eu bem que gosto dos temas abordados pelo Dan Brown. Sério mesmo, essas tramas montados ao redor de uma pitadinha de lições de história com doses cavalares de interpretações livres do autor é como cocaína pra mim, eu leio tudo avidamente. O problema é que alguém poderia explicar pra esse filho da puta que escrever dois livros IDÊNTICOS, um sendo continuação do outro, não dá pra passar despercebido. Até mesmo o seu adolescente retardadinho padrão (que apesar de jamais se dar ao luxo de ler livros mas sim esperar a inevitável adaptação holywoodiana, insiste que “o livro era melhor”), após assistir os primeiros cinco minutos de Angels and Demons, perguntará a si mesmo “mas ei, não era assim que Código da Vinci começava?” Se você nunca leu o A&D, o livro começa com um cientista do CERN fugindo de seu assassino, que insiste que ele lhe entrege alguma coisa, e em seguida o mata. Aí alguém liga pro Langdon e o chama pro local do crime, tornando-o parte da confusão. Só faltava acusarem o cara de ser o culpado pela morte do outro, igual no Código da Vinci.

Eu cocei a cabeça e pensei “porra, o cara só sabe começar livro desse jeito…?” Continuei lendo pra ver se as semelhanças morreriam aí.

Não foi o caso. Assim como em Código da vinci, o assassino também não conhece o cara que o contratou (o que começa a me cheirar a um plot twist igualzinho ao do Código da vinci, o que não será exatamente uma surpresa a esta altura do campeonato). Langdon se move de um ponto histórico pra outro seguindo pistas na forma de obras de arte e poemas relacionados à religião católica, sempre levando junto a menina que é parente do defunto. Há até a figura do policial filho da puta que só atrapalha tudo. Sério, um livro é IDÊNTICO ao outro, e eu tou curiosíssimo pra saber como vão adaptar o roteiro pra fugir da previsível crítica de que um filme será essencialmente uma cópia do outro.

Brown não pode nem escapar com a desculpa de que é “a temática dele”. Michael Crichton, que é outro autor que se repete bastante em alguns detalhes (particularmente bem mais irritantes, como a constante presença de crianças de 11 anos que são gênios da computação, a forma com que quase todos os capítulos dos livros terminam com alguém desmaiando, e o fato de que 95% dos personagens principais dos livros dele são médicos, refletindo a área profissional do próprio autor), não comete esse mesmo erro de repetir a trama inteirinha. O tema presente nos livros do Crichton é “ciência fora do controle” – Homem Terminal, Jurassic Park, Linha do Tempo, etc -, mas ele sempre os aborda de formas diferentes. E no caso do excelente Esfera por exemplo, ele abandona o tema totalmente e faz um thriller sci fi bastante intrigante. Com Tom Clancy é a mesma história, o cara só fala sobre o mundo militar de operações especiais e espionagem, mas um livro trata de assuntos bastante distintos, com execução bastante diferente.

Já o tema do Dan Brown – conspirações relacionadas a religião e simbologia religiosa – se desenrolam da mesma forma. Alguém é morto por um personagem envolvido na conspiração, e várias pistas são deixadas pra trás na forma de edifícios religiosos e peças artísticas, permitindo Robert Langdon chegar até o final e desativar a situação.

Não é nem que o livro seja ruim. Eu até gosto do tema que o Dan Brown aborda, já que me interesso particularmente por religião e história, e quem não gosta de uma boa teoria conspiratória? O problema é que um livro é essencialmente a mesmíssima coisa que outro. O começo é praticamente a mesma coisa – nego morre, aparecem símbolos no cara, Langdon é chamado à cena, aparece a filha/neta do sujeito, o assassino enquanto isso sai matando mais neguim por aí, e daí os dois personagens principais passeiam pela Europa achando mais símbolos, poemas, pistas, etc e parará.

E, como eu falei, o andar da carruagem sugere a uma reviravolta de trama IDÊNTICA ao do outro livro, também.

outubro 20, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Continuando a série “meu deus, Kid cresceu”, hoje reporto feliz que recebi meu primeiríssimo cartão de crédito, uma semana após ter aplicado pro crédito. A primeira vez que tentei pegar um cartão de crédito eu fui negado, mas de lá pra cá meu salário aumentou vertiginosamente e dessa vez os deuses do dinheiro de plástico aceitaram minhas súplicas e enviaram um Master Card novinho aqui em casa.

E podem se acalmar que eu não sair por aí gastando alopradamente como 98% dos moleques novos que se vêem portadores do seu próprio cartão de crédito pela primeira vez fazem. A única coisa que planejo jogar nessa porra é meu sofá novo, que provavelmente me custará exorbitantes 1000 dólares (nem sei quanto um sofá custa no Brasil então de repente nem é tão caro assim), e ainda assim vou dar uns 300 dólares de entrada pra que minha conta no final do mês seja na casa dos três dígitos e eu não destrua meu cartão de puro medo.

O problema é que o DVD especial de Transformers, completo com livrinho, disco duplo, bonequinho e outros badulaques, chegou hoje na Best Buy. Recebo meu primeiro cartão de crédito no mesmo dia que um dos filmes mais esperados da minha infância chega nas lojas. Coincidência?

Alternativamente – Call of Duty 4 sai no dia do meu aniversário, e agora eu tenho um cartão de crédito. Coincidência?

Eu acho que não.

outubro 16, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Olá meus queridos vagabundos! Por favor perdoem minha ausência. Como alguns de vocês devem estar sabendo, finalmente criei vergonha na cara e sai da casa dos meus pais. Estou a duas semanas, ou talvez um pouco mais, nem lembro, morando por conta própria com a namorada. A casa ainda tá meio vazia, porque estou economizando a grana pra comprar sofá, TV nova, etecétera e tal. Eu poderia comprar agora mas não quero fazer como na primeira semana aqui, quando eu tive que pagar o aluguel, contas e fazer compras e acabei tendo que passar o resto da semana com cem dólares no bolso. Melhor aguentar um tempinho dormindo com o colchão no chão e uma TV nojenta 32″ tubão do que comprar tudo logo de cara e ter que contar os centavinhos pra almoçar no trabalho todo dia.

Falando em trabalho, acho que nem mencionei que fui promovido. Recebi um aumento muitíssimo bem vindo e agora sou um dos controladores da sala de vigilância, ou seja, eu passo oito horas vendo câmeras de vídeo e jogando Commandos no laptop, pausando o jogo aqui e ali quando bate um peso na consciência e resolvo dar uma olhadinha nos monitores pra ter certeza que nenhum terrorista está instalando bombas nas paredes do prédio. A propósito, essa nova posição de voyeur profissional me permite flagrar momentos sensacionais que de outra maneira estariam pra sempre perdidos no gigantesco banco de dados do tribunal. Como este, por exemplo:


Mas eu não passo o tempo inteiro lá jogando Settlers ou Commandos, não. Ontem por exemplo eu assisti Live Free or Die Hard*, cortesia do outro moleque que trabalha comigo. Ele é um entusiasta de torrent e tem todos os filmes DO MUNDO no notebook dele, incluindo mas não limitado à obra de arte do Sr. Willis.

Passei os últimos dias roubando internet do vizinho, mas o sinal wifi diluído por várias paredes torna a experiência online deprimente, e essa é a minha desculpa por não ter atualizado o blog esses dias. Depois de lutar contra o meu novo router e finalmente estabelecer a conexão internética daqui de casa, terei mais paciência pra continuar as atividades bloguísticas.

*Tudo enquanto mantinha a câmera N-804 firmemente fixada na prostituta que fazia ponto três quarteirões abaixo, trajando uma indumentária que não deve ter requerido de sua costureira muito mais que 10 centímetros quadrados de lycra pra fazer. Sim, o zoom das câmeras é realmente foda, e todos os seguranças do tribunal agradecem a deus por isso.

outubro 14, 2007 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário